Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Exemplos internacionais podem servir de inspiração para empresários da internet

Professores comentam os diferenciais e revelam os segredos do sucesso de empreendedores dos quatro cantos do mundo

Rodrigo Rezende, estadão PME,

11 de setembro de 2013 | 06h43

Exemplos internacionais não faltam e as boas práticas adotadas por lojas online mundo a fora podem inspirar empreendedores que atuam no País. E para descobrir essas empresas, o Estadão PME contou com a ajuda de verdadeiros caçadores de inovação pelos quatro cantos do planeta.

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Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper, por exemplo, destaca logo de cara o site DealExtreme, administrado por uma empresa de Hong Kong. “Você consegue comprar o mundo lá sem pagar frete, pode ser até mesmo uma tesourinha”, conta. “Essa empresa consegue fazer uma micrologística, atende em qualquer parte do mundo, com preços absurdamente baixos”, acrescenta o especialista.

O professor diz que a DealExtreme ajudou a democratizar o comércio eletrônico no mundo. “Todos que eu conheço tiveram uma boa experiência nesse site, tenho alunos que compram lá para revender aqui maquiagens, lingerie e até peças de bicicleta”, conta.

Para Nakagawa, o que outras empresas podem tomar como lição, nesse caso, é entender de que maneira essa companhia consegue oferecer seus diferenciais. Mas o especialista faz um importante alerta: o cuidado deve ser sempre em torno da qualidade dos produtos oferecidos. “Pode ser fácil começar, mas difícil manter.”

Outro exemplo de comércio eletrônico vem dos Estados Unidos, na opinião da professora Ligia Dutra Zeppelini, do centro de empreendedorismo da Faap. Segundo ela, um caso emblemático, e que mostra a importância do atendimento, é o da empresa Zappos, varejista especializada em sapatos e vestuário adquirida pela Amazon.

Ligia conta que uma cliente quis devolver um par de sapatos que comprara como presente para a mãe, que falecera inesperadamente durante a aquisição do produto pela internet. A Zappos percebeu a dramaticidade da situação e enviou à cliente um buquê de flores, lamentando a morte. “Eles mal sabiam que ela (cliente) era uma das maiores blogueiras do país, o caso repercutiu muito bem.”

“Outro caso da mesma empresa foi o de um cliente que ligou e perguntou onde poderia comprar uma pizza, pois não era da região, e o atendente providenciou tudo, mesmo não sendo o trabalho dele, pois o conceito da empresa é entregar felicidade”, complementa Ligia. Ela também destaca o site Net-a-porter, com sede em Londres e focado em moda. “Eles investiram em vender com a oferta de conteúdo e têm uma revista que aborda o mercado de luxo”, explica Ligia Dutra.

Games. Professora de tecnologia e negócios na Fundação Instituto de Administração (FIA), Regiane Relva cita como exemplo um empreendimento que alia jogos online com comércio virtual – a união é apontada como forte tendência do mercado por especialistas.

“No jogo Super Star Balls, você autoriza o seu filho a jogar e depois de um certo ponto é preciso pagar. No game, você cria uma espécie de avatar (um personagem que representa você no mundo digital) e recebe sugestões de compras enquanto a história se desenvolve”, explica a professora.

Regiane conta ainda que a sua filha, que conhece bem o game, fez até uma sugestão de novo visual para a mãe – com roupas que substituiriam o terninho usual do dia a dia. O curioso, segundo a professora, é que o próprio game a direcionou para lojas de comércio eletrônico que oferecem o produto no mundo real. “É uma forma diferente de integrar o real e virtual”, afirma a professora.

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