Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Ex-garçom que fatura R$ 1,5 mi por mês, chegou a morar na rua em SP

Jefferson Puppo, o Fininho, hoje é dono de quatro cantinas na capital paulista

Estadão PME,

03 de maio de 2013 | 07h30

Na cidade que gosta de exaltar suas muitas e conhecidas cantinas, Jefferson Puppo, o Fininho, é hoje um dos  principais representantes do ramo. Sócio de quatro casas - entre elas a Cantina do Piero (carro-chefe da rede) -,  fatura por volta de R$ 1,5 milhão ao mês. História que ele começou a trilhar há 46 anos, quando largou o interior para a capital sem conhecidos, dinheiro no bolso e nem mesmo lugar para morar.

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

"Eu cheguei em 1968 de Piedade, com 14 anos, e não tinha ideia do que fazer. Como não conhecia ninguém e não tinha um centavo no bolso,  fui morar na rua, embaixo de um viaduto", lembra Fininho, que permaneceu algumas semanas assim, até conseguiu trabalho em uma padaria, como ajudante geral. "Eu pedi para carregar a lenha que estava na calçada para dentro da padaria em troca de um prato de comida. Depois propus pintar as paredes e, assim, fui ficando", conta.

De ajudante geral de padaria a proprietário de cantinas, Fininho hoje reflete que foi determinante apostar na carreira de garçom. Após um curso preparatório, conseguiu um  emprego na Cantina Don Ciccillo, famosa na época por servir de locação ao programa "Almoço com as Estrelas", exibido pela extinta TV Tupi de São Paulo. De lá, passou por outras casas até chegar à Trattoria do Piero, em 1980.

"O dono da Piero tinha uma política de dar uma parte da empresa para os melhores funcionários, até para segurar os melhores. Aconteceu comigo. Só que fui guardando dinheiro para comprar um pouco mais da cantina, um pouquinho mais depois, e assim fui me estabelecendo", diz.

Hoje, ele é dono de quatro casas na cidade - três cantinas tradicionais (Cantina do Piero, L'Osteria do Piero e Originale Tratoria) e um restaurante de origem italiana que também é pizzaria no turno da noite (Famiglia Puppo's).

“A pizza te dá mais flexibilidade para criar. Já a cantina, é assim: tem de ter a participação do dono e o apego às  tradições”, ensina Fininho. Ele divide seu tempo entre a burocracia do negócio, que organiza no intervalo entre o  almoço e o jantar, e a representação típica do papel de ‘cantineiro’, que envolve a circulação constante por entre  as mesas e sessões de apertos de mãos dos fregueses. 

“Nosso negócio é de venda comida, mas também de venda de tradição. Eu faço hoje as mesmas coisas que aprendi lá atrás, como garçom. Acho que enquanto estiver fazendo assim, as coisas vão continuar dando certo”, confessa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.