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Evite a síndrome do 'apelo da tia' na hora de contratar um parente para sua pequena empresa

Vale a pena dar uma chance ao primo? Leia o que a consultora Patrice Gaidzinski pensa a respeito do polêmico assunto

Renato Jakitas, Estadão PME,

12 de setembro de 2012 | 18h20

Contratar um parente para sua empresa pode ser uma ideia a se considerar. Você geralmente o conhece há anos, sabe de seus antecedentes, temperamento e até nutre com ele uma vivência por vezes saudável, estabelecida fora dos limites do universo corporativo.

Mas o inverso também é verdadeiro e, nesse caso, contratar um parente para sua empresa pode ser uma ideia problemática. Em um dado momento, você conclui que não o conhece tão bem assim, descobre que antecedentes não são garantias de um temperamento amistoso no trabalho e que o histórico de vivência pode se tornar o estopim para insubordinações.

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E já que o assunto é controverso, a solução para o dilema, diz a consultora Patrice Gaidzinski, coordenadora do curso negócios familiares da HSM Educação, é pensar com calma, evitar precipitações. Não existem provas de que recrutar um parente pode vir a ser uma boa ou uma má ideia.

"Pode até ser bom ter um familiar na empresa. Desde que ele venha para somar”, destaca.

Para auxiliar o empresário nessa reflexão, Patrice sugere quatro dicas que, se obervadas com atenção, têm tudo para minimizar os riscos. Vale a pena refletir sobre o tema.

Trate todo mundo do mesmo jeito

Patrice Gaidzinski é reticente. Para ela, não existe prova de que é ruim ou bom contar com um parente na folha de pagamento da empresa. Se positivo ou negativo, o resultado vai depender da estrutura do empreendedor. “A empresa precisa estar preparada para receber todos os funcionários. E tratar de maneira profissional a todos”, diz ela. “É preciso investir na profissionalização”, afirma.

Desenvolva ferramentas de controle

E já que o assunto é profissionalização, uma dica da consultora é desenvolver ferramentas de avaliação de desempenho e aplicá-la a toda a equipe. Sem distinção de sobrenome ou tempo de empresa. “Com isso, o empresário vai poder, objetivamente, oferecer um retorno sobre os funcionários e ajudá-los a desenvolver suas habilidades. Seja ele parente ou não”.

Evite subordinar um parente a outro parente

Tudo bem, você é dono da empresa e contratou seu primo. A ideia deu certo. Daí você cresceu um pouco mais, promoveu o primo eficiente, ampliou o organograma e, para ocupar a nova vaga, foi buscar outro parente. Tudo certo? Para Patrice, tudo errado. “Evite criar organogramas com parentes chefiando outros parentes. Existem empresas, por exemplo, que proíbem que casados trabalhem juntos. Qualquer dificuldade na vida pessoal deles vai influenciar o ambiente da empresa”.

Resista aos apelos da tia

Sabe o primo que não para em emprego, mas tem uma mãe amada pela família? Pois o desafio do "familiar-empreendedor" é, segundo Patrice, resistir aos apelos da tia querida. “Se você colocar um parente difícil em sua empresa, os funcionários vão perceber que ele tem desempenho inferior e podem até ficar desmotivados”, conta Patrice.

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