Evento revela os segredos para você se dar bem com bares e restaurantes

7ª edição do Encontro PME promete temperar a rotina dos empresários que atuam com bares e restaurantes

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

21 de novembro de 2013 | 07h30

 

 

Bares e restaurantes, não é de hoje, despertam o desejo empreendedor de muitas pessoas. E o setor tem muitas oportunidades no País, ainda que 2013 não tenha sido um ano bom. Dessa maneira, para quem já começou ou pretende estrear na área, vale ainda mais apostar na estratégia que tem feito sucesso no segmento desde sempre: oferecer produtos de qualidade, com atendimento impecável ao cliente e uma pitadinha de inovação para realçar a marca.

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A 7ª edição do Encontro PME, que acontece nesta quinta-feira, 21, em São Paulo, pretende mostrar as dificuldades de quem inicia na área, mas também dar dicas preciosas de empreendedores que construíram trajetórias de sucesso. O evento ainda vai contar com a participação de especialistas. Todos munidos de um objetivo comum: mostrar o caminho para você chegar lá.

E toda orientação é importante atualmente. "Este ano marca uma parada no crescimento real que vinha acontecendo de uma maneira até robusta", afirma Paulo Solmucci Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Segundo o especialista, ocorreram aumentos relevantes de custos e a rentabilidade despencou. Mesmo assim, a associação estima que o setor deva faturar R$ 95 bilhões.

Solmucci Júnior aponta que os aumentos no setor têm sido o dobro da inflação no País, devido a fatores como disparada dos preços dos insumos, da mão de obra e dos aluguéis. "Essas são as variantes mais transparentes para a sociedade, mas há outras, como o aumento de impostos indiretos, como os de cervejas, refrigerantes, mostardas e ketchups, que o governo cobra na fábrica", afirma o presidente da Abrasel.

Mas depois de um tempestade o sol sempre aparece. E é isso que deve acontecer no setor. "Acreditamos que o próximo ano, sob ponto de vista de custos, será mais comportado, diz. "Se a renda e o emprego crescem, que é o que mais ou menos está acontecendo, abre espaço para recuperação da margem", explica Júnior.

Quem sofreu com aumento de preços em 2013 foi a hamburgueria Vapor Burger, que participará do Encontro. "Não teve um alimento que não subiu acima da inflação", diz Igor Puga. Puga e outros empresários, como os donos da rede Coxinha Du Chef, também apontam a alta rotatividade de funcionários como outro desafio a ser superado pelo segmento. "Agora que estamos chegando a um consenso sobre o perfil e o tamanho da equipe que precisamos", conta Puga.

Análise. A Abrasel informa que há um milhão de estabelecimentos atuando no setor no País, mas 65% deles estão na informalidade. De acordo com pesquisa feita pela entidade neste ano, pelo menos um terço desses empreendedores pretende deixar essa situação. "Esse é um desafio que temos de enfrentar", afirma Júnior.

Ainda conforme os dados compilados pela Abrasel, menos de 1% das empresas do segmento fica fora do Simples – o teto para acessar o sistema tributário simplificado no País, atualmente, é de R$ 3,6 milhões. E o empreendedor que sonha com grandes ganhos também precisará suar muito no balcão. De um milhão de estabelecimentos, apenas 25 mil empresas faturam acima de R$ 50 mil. Os dados mostram ainda que 75 mil têm faturamento de R$ 30 mil a R$ 50 mil – 100 mil empreendedores faturam de R$ 18 mil a R$ 30 mil.

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