Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Evento discute caminhos para inovar e empreender

Empreendedores, grandes empresários e especialistas debateram o tema

Estadão PME,

23 de setembro de 2013 | 13h53

O Estadão PME, em parceria com o Link, realizou na manhã desta segunda-feira (23) um evento para debater dois temas atualíssimos no País: inovação e empreendedorismo. Participaram pequenos empreendedores, grandes empresários e especialistas no tema que ajudaram os participantes do encontro a entenderem um pouco mais sobre como chegar lá no mundo dos negócios.

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O primeiro tema debatido foi inovação na prática. Amir Leme, diretor-administrativo da General Prime Burger, contou que na questão da inovação, o grande diferencial da empresa, além de criar novos pratos, é o atendimento, a qualidade e a cuidado com a mão de obra. Segundo ele, é possível inovar em processos e para isso nem sempre é preciso desembolsar dinheiro.

"Importante é ter total controle de custos e planejamento orçamentário", diz. Um exemplo de aplicação de inovação foi a decisão do grupo - que possui mais cinco empresas - de centralizar áreas como financeiro, jurídico, recursos humanos e tecnologia da informação. "Conseguimos desenvolver metodologias de processos diferenciados e isso resultou em ganhos de gestão."

A empresária Carla Renata Sarni, criadora da rede de clínicas odontológicas Sorridents contou que a empresa obtém resultados positivos com inovação. Um deles foi colocar todos os dentistas especialistas em um mesmo endereço. "Antes, o dentista tirava um cartão do bolso e indicava um colega para o paciente tratar determinado caso, agora nós oferecemos todos os serviços", diz. "Além disso, temos um trabalho constante de melhorar sempre o nosso relacionamento com os clientes." Carla afirma que essa característica favorece que o consumidor escolha sua empresa.

José Eduardo Mendes, CEO do Hotel Urbano, e Paula Pinto e Silva, da ESPM, abordaram os hábitos de consumo e de que forma as empresas devem lidar com as novas características do consumidor. Paula destacou que o consumidor não é mais apenas classificado como integrantes das classes A, B e C, por exemplo, mas está se agrupando e reagrupando de acordo com seus interesses e desejos. "Essa fragmentação é o desafio das empresas, que precisam conhecer o consumidor, isso vai desafiar a lógica do pensamento tradicional."

E por mais que o consumidor esteja, cada vez mais, usando ferramentas digitais para comprar, o atendimento físico pode ser bastante positivo. Esse é o caso do Hotel Urbano, que abriu lojas em shopping. "Apesar de sermos 100% online, apostamos nesse modelo para conhecer melhor o consumidor e oferecer mais credibilidade", afirma. "Ao ouvirmos seus receios e necessidades, também melhoramos nosso site, para melhor atendê-los", acrescenta.

Para falar sobre o que é preciso ter para inovar, o evento contou com a participação de Alexandre Seródio, CEO da loja online Beleza na Web, e do professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa. Seródio afirma que o ponto principal quando se decide inovar é ter foco no cliente.

"É preciso pensar em como entregar uma experiência inovadora ao consumidor", diz. Nakagawa destacou que todos podem ter potencial para inovar. "Costumo fizer que todo empreendedor é um grande antropólogo, consegue entender o consumidor, as expectativas dele e, com isso, pode oferecer o algo mais."

As tecnologias de computação em nuvem também foram discutidas, no sentido de como essas ferramentas podem estimular ou beneficiar a inovação e impulsionar os negócios. Jimmy Cygler, presidente e fundador da Proxis, afirma que é essa é uma transformação radical, ou seja, um caminho sem volta.

"Todos nós somos digitais antes mesmo de abrir uma empresa, o momento que começamos o negócio é uma continuidade", diz. Mas Cygler alerta que para alinhar tecnologia e inovação é preciso, antes de tudo, definir inovação. "Para mim, inovar significa fazer uma pergunta, questionar o que está sendo feito e pensar se pode ser feito de outra forma." Para Eduardo Pugnali, gerente de inteligência de mercado do Sebrae-SP, o momento certo para utilizar a nuvem é desde o começo da empresa. "A adoção tem que ser imediata", afirma.

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