Estratégia é ter plano corporativo

Estratégia é ter plano corporativo

Bandeiras oferecem benefícios semelhantes aos da pessoa física

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 06h00

As chamadas bandeiras de cartões de crédito, empresas responsáveis pela mediação entre o empresário e os órgãos emissários dos “plásticos” (como chamam as próprias companhias) já compreendem a importância do cliente corporativo no atual cenário econômico. Isso significa também uma aproximação cada vez mais contundente com o pequeno e médio empresário. E a disputa é grande nessa categoria: no resultado da pesquisa, a MasterCard ficou só um ponto à frente da Visa.

O principal critério de decisão apontado pela Escolha PME é a qualidade de produtos ou serviços oferecidos pelas marcas. De olho nessa demanda, as principais empresas do setor têm voltado sua atenção para a criação de serviços dedicados a esse empresário. Não raro, o pequeno empreendedor obtém benefícios desiguais entre os cartões de crédito de pessoa física e jurídica. Nesse sentido, consegue abocanhar o público PME o fornecedor capaz de unir as duas pontas no escopo do seu atendimento.

MasterCard quer igualar benefícios

Líder no índice de satisfação entre pequenas e médias empresas ouvidas pela Escolha PME, com 79 pontos, a MasterCard pretende adicionar ao seu programa de inclusão financeira, em nível global, 100 milhões de estabelecimentos comerciais nos próximos três anos. E, segundo o vice-presidente de Desenvolvimento de Aceitação e Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul, Alexandre Brito, o diálogo com o pequeno empresário é determinante para a capilaridade.

Para Brito, o maior gargalo sentido pelo pequeno empreendedor em relação ao uso do cartão de crédito é a dificuldade de receber benefícios pela conta de pessoa jurídica, o que a empresa vem tentando sanar com o tempo. “O mesmo empreendedor que é cliente premium do cartão de crédito pessoal não raro não consegue coisas simples como converter pontos em milhas no cartão corporativo. Nós equilibramos isso”, afirma Brito.

Para ele, esse desequilíbrio é a porta de entrada para uma bagunça comumente praticada em PMEs: a mistura entre cartões pessoais e da empresa. “Muitos pequenos e médios empresários usam a empresa para demandas pessoais. É o que queremos evitar.”

Agilidade no atendimento conta muito

Para 36% dos empreendedores ouvidos na Escolha PME, atendimento é um critério importante para decidir seu fornecedor de cartão de crédito. Para 73% deles, conta a agilidade no atendimento ou na resolução de problemas.

“Há um grande desafio em criar uma segmentação para PME. Existe aquele cliente que gasta pouco no cartão de crédito, o que não gasta nada e o que gasta mais”, diz Henry Maeda, superintendente de produtos da Elo, terceiro lugar tanto no ranking de satisfação (com 65 pontos) quanto como objeto de desejo do consumidor (com 13%).

Na segunda colocação do ranking de índice de satisfação da pesquisa Escolha PME, aparece a Visa, com 78 pontos. Visa é uma das principais empresas emissoras de cartão de crédito no Brasil.

O preço vem como terceiro driver de decisão, apontado por 35%. Já a imagem da empresa responsável pela bandeira do cartão é o que pesa para 16% dos pequenos empreendedores ouvidos. “Nossa marca ainda é entrante no mercado, por isso nossa estratégia para alcançar a concorrência é a de captar a voz do cliente e entender que benefícios ele gostaria de ter”, diz Maeda, da Elo.

 

 

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