Esteticista abre o próprio salão em Nova York apostando na força do nome Brasil

Produtos e técnicas brasileiras atraem clientes de todas as nacionalidades

Danielle Villela e Thiago Mattos, Especial para o Estado,

03 de agosto de 2015 | 11h05

NOVA YORK - A palavra em inglês "brazilian" soa como chamariz quando associada à estética em Nova York. Foi surfando nesta onda que há nove anos a cabeleireira e esteticista Maria Hosana da Silva abriu um salão de beleza em Astoria, uma das partes com o maior número de imigrantes brasileiros no Queens. Batizado de Rosana’s Brazilian Beauty Salon, o lugar é um pedaço deste Brasil que canta e é feliz, e que no inconsciente coletivo internacional vende como água.

 Ao entrar no salão, bandeiras com as cores verde e amarela atestam a brasilidade do local. Lá dentro, a maioria dos atendentes fala português. Rosana, como é mais conhecida, trabalhou em outros dois salões quando chegou em Nova York, em 1999, antes de se tornar empreendedora. Quando um dos estabelecimentos foi vendido, a esteticista passou a atender clientes em sua própria casa, divulgando seu nome.

 

Com o boca a boca ajudando no crescimento do negócio, Rosana apostou no que diz ser uma das melhores características tupiniquins: a originalidade. “Nós brasileiros somos muito criativos e isso faz muita diferença. Foram os próprios clientes que me incentivaram a abrir o salão porque não tinha [em Nova York] um serviço com essa qualidade”, diz.

 

Em seu salão, oferece o que chama de “full service” (serviço completo, em inglês): manicure, pedicure, corte de cabelo, hidratação, luzes, maquiagem e outros tratamentos estéticos que ostentam forte apelo em Nova York, como a famosa “brazilian wax”, nome dado à depilação total dos pelos pubianos. “É um espaço de beleza completo. Estamos antenados a tudo de novo que acontece no Brasil”, afirma Rosana.

 

Além de adotar técnicas 100% brasileiras, Rosana também importa do Brasil produtos como a cera utilizada no salão. “Isso faz um diferencial muito grande no resultado e deixa a clientela impactada”, conta.

 

Para ela, não há grandes dificuldades em abrir e manter o próprio negócio em Nova York, exceto com um detalhe burocrático. “As principais dificuldades de ter o business são manter a taxas em dia e manter os funcionários todos com suas devidas licenças em ordem. Se não tiver, tem problema sério e até fecha o business, num piscar de olhos”, ressalta.

 

Rosana também é enfática ao atribuir importância à preparação necessária antes da abertura de um negócio. “Você tem que ter saber o que você realmente quer, você tem que ter experiência no que você vai botar o seu dinheiro”, aconselha.

 

Embora ainda veja Nova York como uma “terra de oportunidades”, admite que o cenário mudou bastante desde sua chegada. “A maioria dos brasileiros vem pra cá com um sonho, mas não é tão fácil como antigamente”, diz."Apesar de tudo, vale muito a pena ter o próprio negócio nos Estados Unidos", completa.

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