Pawel Kopczynski/Reuters
Pawel Kopczynski/Reuters

Especialistas acadêmicos dão dicas de novos negócios para o empreendedor

Professores apostam em tecnologia, artesanato e no segmento de serviços para os próximos anos

Renato Jakitas, Estadão PME,

25 de maio de 2013 | 10h15

Tecnologia, Copa do Mundo e o segmento de serviços, sobretudo o ligado ao serviço de alimentação. Para especialistas das principais escolas de negócio e empreendedorismo no Brasil, aí está a trinca de oportunidades para empreender.

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A convite do Estadão PME, Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, José Balian, professor da ESPM, João Bonomo, que leciona empreendedorismo no Ibmec, e Renê Fernandes, gerente de projetos da FGV, analisaram as novas iniciativas do mercado e, com base na demanda e na carência de oferta em cada uma delas, definiram cinco oportunidades promissoras. Acompanhe a lista abaixo.

Diversão hightec

Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, acredita em negócios que apostem na tecnologia para facilitar a experiência do consumidor em momentos de lazer. "A internet é o caminho, porque é relativamente barato investir nela e o universo de opções é grande", afirma o especialista. "Eu vejo uma demanda e uma carência de produtos muito grandes, principalmente na área do lazer. Empresas que consigam facilitar a localização de um estacionamento nas imediações de um show, a compra de lugares específicos de um espetáculo, que consigam desenvolver serviços de vendas de ingressos e entradas de festas, por exemplo", diz.

Delivery além da pizzaria

A entrega de comida pronta é um negócio consolidado nas principais cidades do Brasil. Que o digam as pizzarias, estimadas em sete mil restaurantes apenas em São Paulo. Mas para José Eduardo Amato Balian, professor do curso de Administração da ESPM, o segmento de comidas pré-cozidas ainda guarda espaço para bons serviços de entrega. "Já existem algumas empresas fazendo isso, mas é uma coisa que dá pra explorar muito mais", afirma. "A dona de casa que se atrasou, o casal sem filhos ou mesmo a pessoa que mora sozinha. Faltam opções de pratos prontos que a pessoa liga e finaliza rapidamente em casa", destaca.

Artigos made in Brazil

A Copa do Mundo e as Olimpíadas devem impulsionar permanentemente a relação do Brasil e seus turistas, acredita João Bonomo, professor de empreendedorismo no Ibmec. Para ele, o novo momento abrirá espaço para a área de artigos e artefatos típicos brasileiros que têm sido muito procurados por estrangeiros. 

"É claro que poderíamos supor que este crescimento fosse ocorrer, uma vez que neste ano o Brasil sediará a Copa das Confederações e que nos próximos anos virão as demais copas e encontros esportivos. Alguns bons exemplos desta área são a cachaça, artefatos feitos de milho e seus derivados, peças de barro coloridas, sandálias, chinelos, artigos de renda e artefatos de couro. Contudo, ver o Brasil como um 'novo' polo de artesanato é historicamente fecundo no que diz respeito à produção de peças típicas. É um fato que tem sido percebido já há uns dois anos e que a tendência informa que há grande potencial de crescimento, inclusive quando se incorpora a questão do design brasileiro nesta área", resume.

Soluções para smartphones

Aplicativos corporativos ou simplesmente sites adaptados de empresas para dispositivos móveis representam, para Renê José Rodrigues Fernandes, gerente de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, um mercado promissor, sobretudo para a atração de investidores estrangeiros. 

"São fundos (de investimentos) que estão de olho e boas ideias, em soluções que vem por trás do App. Tem dinheiro para startups que desenvolvem soluções B2B nessa área", afirma o especialista.

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