Conheça seis formas de faturar durante a crise

Especialista aponta oportunidades da venda direta à economia compartilhada; veja galeria de imagens

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2016 | 06h00

A crise econômica não deve ser enfrentada apenas sob a ótica do pessimismo. Para quem deseja empreender mesmo durante a retração, é possível preencher lacunas deixadas pelo período em uma parcela da população que deseja consumir. O Estadão PME conversou com o professor e especialista em empreendedorismo pelo Insper Marcelo Nakagawa e lista, a seguir quais tipos de negócios podem ser certeiros neste momento. 

À frente de qualquer tendência e, nascida em um momento de crise, a economia compartilhada, com empresas como Uber e AirBnB. "Os jovens, principalmente, estão preferindo ter acesso a ter a posse de um bem, principalmente se for novo", analisa Nakagawa. "Assim, crescem as oportunidades de negócios que dão acesso a itens, como o JáEnjoei, de comércio de itens usados e a Vitacon, construtora que privilegia a economia compartilhada", pontua o especialista.

Um pouco menos moderna, a venda direta, ou de porta em porta, também pode despontar neste momento. "É um tipo de negócio que consegue gerar renda para os que perderam os empregos ou que precisam aumentar a receita mensal", comenta o especialista. Os tradicionais catálogos, neste momento, podem voltar à tona como uma opção de faturamento. 

Luxo. Os artigos de alto valor agregado, mesmo que de segunda mão, atendem a um público específico que tem uma demanda de consumo contínua. "Negócios que, aparentemente, oferecem mais vantagens tendem a continuar prosperando. Isto acontece, por exemplo, com alguns outlets e resorts, que se tornaram mais vantajosos do que os mesmo serviços internacionais", analisa o especialista. Nakagawa reitera que negócios que propiciam algum tipo de exclusividade e diferenciação sempre terão demanda, pois boa parte dos consumidores procuram por isso. 

"Há muito espaço para empreender em negócios que gerem exclusividade mas isto tende a se concentrar em nichos que valorizam isto como moda, alimentação e entretenimento", pondera o professor.

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