Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Escola promove consumo de vinho no Brasil

Ao oferecer cursos para a bebida, a Eno Cultura, de São Paulo, quer atrair tanto especialistas quanto o público comum

Mariana Desidério, Especial para O Estado,

25 de novembro de 2014 | 07h09

Aumentar e qualificar o consumo de vinhos no Brasil são os focos de negócio da Eno Cultura, empresa aberta em outubro de 2013, em São Paulo. O sócio-fundador Paulo Brammer classifica o local como uma “academia etílica”. “Não somos apenas uma escola. Além de cursos, buscamos fomentar o mercado com palestras customizadas, consultoria e até viagens focadas no enoturismo”, afirma. A empresa é uma das únicas no Brasil a oferecer os cursos da Wset, organização de formação em vinhos presente em 60 países.

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A ideia do negócio nasceu em Londres, onde Brammer começou a trabalhar com vinhos há 12 anos. Segundo ele, os fatores que o trouxeram para cá foram o aumento significativo no consumo local da bebida e a pouca qualificação dos profissionais brasileiros.

A empresa nasceu com investimento de R$ 200 mil e já vê crescer significativamente seu número de alunos: no primeiro semestre de 2013, foram 150; no segundo, 300. A expectativa é ter 500 estudantes de janeiro a junho do ano que vem.

O mercado brasileiro ainda consome pouco vinho, afirma Brammer. Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em 2013, foram consumidos 2,2 litros da bebida por habitante – 0,7 litros se considerados apenas os vinhos finos. “Em alguns lugares, como a França, o consumo per capita é de cerca de 40 litros de vinho por ano. Portanto, o mercado daqui ainda pode crescer muito”, diz o empreendedor.

Além de formar especialistas, a Eno Cultura também atende o público comum. Já para atrair profissionais da área, a empresa tem buscado parcerias com restaurantes e distribuidoras. “Temos muitos alunos que buscam uma formação por conta própria, como um investimento. Mas também temos conversas com restaurantes para fazer a formação de seus funcionários”, afirma. A Eno Cultura oferece três módulos do curso Wset, com custos aproximados de R$ 750 a R$ 3,8 mil.

Oportunidades. Na comparação com os países vizinhos, o Brasil é um dos que menos consome a bebida. Uruguai, Argentina e Chile, nesta ordem, são os únicos países da região que figuram na lista dos 30 maiores consumidores elaborada pelo Wine Institute, em 2012. O que poderia ser considerado ruim para o mercado, no entanto, representa uma grande oportunidade aos empreendedores, apontam especialistas.

“Para amadurecer este mercado é preciso qualificá-lo, começando por aumentar o nível de conhecimento dos profissionais do ramo de alimentos e bebidas. É o primeiro passo para gerar interesse no público”, explica Diego Bertolini, gerente de promoção do Ibravin. “A grande oportunidade para quem deseja entrar neste ramo é trabalhar no aprimoramento dos profissionais que desconhecem a categoria”, completa.

O mercado do vinho no Brasil cresceu cerca de 10% ao longo de 2013, impulsionado pelo aumento nas vendas de vinhos finos, vinhos de mesa e espumantes. Em 2014, a expectativa é que o mercado cresça 13%. / COLABOROU BRUNO DE OLIVEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO 

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