Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Entenda o que você precisa saber para comprar uma boa FRANQUIA atualmente

Períodos de incerteza não costumam afetar segmento, mesmo assim, interessado deve pesquisar bastante

MARCELO OSAKABE, ESTADÃO PME,

17 de setembro de 2014 | 07h26

 A escolha do presidente – e qual será a política econômica a ser adotada a partir do ano que vem –, a queda da confiança dos empresários, a decepção com os números da indústria e do varejo e a projeção pessimistas dos economistas. Em um ambiente desses, como se animar a montar o próprio negócio?

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Uma sugestão parece vir dos números da Rizzo Franchise, consultoria especializada do ramo. Olhando para momentos recessivos da economia brasileira, como o período entre o fim do governo Fernando Henrique Cardoso e o começo do primeiro mandato de Lula, ou para os anos seguintes à crise de 2008, é possível notar que o segmento de franquias reage bastante bem a esses momentos de turbulência. 

Em 2002, por exemplo, houve retração de 9,75% tanto dos franqueadores como das redes, mas essa situação inverteu-se no ano seguinte e o crescimento foi de 9% – em 2004 a alta seria de 13,28%. Em 2005, quando a recuperação da economia já era plena, ambos cresceram ‘modestos’ 4,96%. 

::: Leia também :::

Um panorama do setor

Franquias no setor de moda

Franquias no setor de alimentação

Franquias no setor de educação

Franquias no setor de beleza e saúde

Já no ano da crise do subprime, os franqueadores cresceram 11,4%, enquanto as redes expandiram 8,82%. Em 2009, saltaram para 15,09% e 10,68%, respectivamente. Em 2010, houve alta de 14,45% dos franqueadores e 9,69% da rede.

“São nos períodos recessivos que a gente vê um crescimento mais expressivo do segmento de franquias”, garante o presidente da Rizzo Franchise, Marcus Rizzo. Na opinião do consultor, o que acontece é um aumento do número de pessoas que se sentem inseguras com o seu emprego e que por isso começam a pensar em um negócio próprio caso o pior se confirme. Como uma franquia oferece, teoricamente, um modelo de negócios testado e seguro, as pessoas se sentem ainda mais atraídas. “Nesses momentos, elas buscam algo com maior chance de sucesso. Por isso, a franquia é a última a entrar na crise e a primeira a sair”, diz.

Em 2013, o segmento faturou R$ 115 bilhões, crescimento de 11,9% sobre o ano anterior. A Associação Brasileira de Franquias (ABF) ainda estima um crescimento da ordem de 10% para este ano, desempenho muito superior ao da economia. Para ajudar o empreendedor interessado no modelo, o Estadão PME conversou com especialistas e franqueadores de segmentos específicos e relevantes: alimentação, vestuário e acessórios, saúde, beleza e educação. Todos eles tiveram crescimento maior do que a média do setor durante o ano passado. 

Os segmentos de vestuário e acessórios, por exemplo, continuam em franca expansão, reflexo de um mercado que nos últimos anos vem atraindo até mesmo grandes redes de varejo do exterior como a Forever 21 e GAP. Já o setor de alimentação cresce em grande medida por causa do hábito do brasileiro de comer fora de casa. Outro segmento apresentado nesta reportagem especial, o mercado de educação, mostra que a demanda por esse tipo de serviço é grande e tende a aumentar. 

A procura, por parte do consumidor, se dá hoje pelas escolas de idiomas ou pelos cursos profissionalizantes. De acordo com especialistas, as deficiências do ensino fundamental e médio ainda são grandes desafios do País. 

Por último, há uma análise do segmento de saúde, estética e produtos de beleza, que também tem espaço no mercado por conta de outra característica do brasileiro: a vaidade. 

Diante desses argumentos, a conclusão é que oportunidades não faltam. Basta correr atrás. “Eu investiria, antes de mais nada, no autoconhecimento. Claro que precisa pesquisar bastante os modelos de franquias, conversar com gente que já está no mercado, avaliar o potencial de cada segmento. Mas o melhor negócio continua a ser aquele com o qual você se identifica”, aconselha Adir Ribeiro, da Praxxis Consultoria.

Tudo o que sabemos sobre:
franquias

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.