Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Enquanto McDonald's não quer saber de novos franqueados, Bob's busca 20 parceiros para 2015

Gigantes do fast-food têm planos distintos de expansão

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo,

25 de fevereiro de 2015 | 07h09

Adquirir uma unidade do McDonald’s, Bob’s e Burger King, as grandes redes de fast-food que têm o hambúrguer como principal negócio, é sempre algo muito desejado por qualquer empreendedor. Mas no Brasil, com exceção do Bob’s, que encampa neste momento uma política agressiva por novos parceiros, essas redes são quase inacessíveis.

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No McDonald’s, há cinco anos desbancado pelo Subway como maior franquia do mundo, não bastassem os altos custos envolvidos para a aquisição de uma unidade, que segundo fontes do mercado chegaria a R$ 2,5 milhões (a empresa não divulga esses números), a última vez que a marca abriu processo seletivo para a escolha de novos parceiros foi há 14 anos, em 2001. Isso acontece devido à estratégia ortodoxa da Arcos Dorados, franquia master do McDonald’s na América Latina e Caribe. Assim que assinou seu contrato, em 2007, uma das primeiras iniciativas da empresa foi ‘fechar a casinha’ para o franchising, diminuindo drasticamente os parceiros na região.

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No Brasil são hoje 62 franqueados, que operam 235 restaurantes, de um total de 837 no Brasil (são 602 lojas próprias). “Eu vejo essa concentração (de muitas lojas em poucos franqueados) como uma tendência. Nos Estados Unidos existem franqueados que são muito maiores que os próprios franqueadores”, afirma João Baptista Jr, da Associação Brasileira de Franchising (ABF). “A Arcos Dorados tem por critério operar unidades centrais e delegar as mais distantes para o franqueado”, observa Marcus Rizzo, da Rizzo Franchising. “Existem mercados promissores e que não são operados ainda pelo McDonald’s, o que seria uma oportunidade futura.”

Rogério Barreira, vice-presidente de operações da Arcos Dorados, descarta planos de expansão imediatos. “O foco é crescer com os franqueados que já estão na companhia”, diz. “Mas, eventualmente, pode ser que mude alguma coisa.”

A fila anda. Com o Burger King o processo é parecido. Sem planos para abrir novos processos de escolha de franqueados no País, a empresa prefere sequer falar publicamente sobre o assunto. E isso faz do Bob’s, com 1.131 lojas no Brasil, o único caminho para quem pretende investir em franquias de uma grande rede de fast-food.

Hoje são 330 franqueados da empresa, pertencente à BFFC, grupo que detém marcas como KFC e Pizza Hut. Cada franqueado, em média, precisa desembolsar atualmente de R$ 250 mil, por um quiosque, a R$ 1,5 milhão, para uma loja com drive-thru.

“Neste ano a gente quer trazer mais uns 20 franqueados para a nossa base”, conta Marcello Farrel, que é diretor-geral da empresa. “A gente tem uma área de expansão com vários pontos mapeados de nosso interesse e na medida que o franqueado vai sendo aprovado, a gente vai direcionado; a fila vai andando”, explica o executivo.

 

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