Gislaine criou a Gallette Chocolate
Gislaine criou a Gallette Chocolate

Engenheira trocou emprego em banco pelo sonho do chocolate

Quando Gislaine foi pedir dispensa, ela ficou sabendo do programa de demissão da empresa

Gisele Tamamar, Estadão PME,

25 de junho de 2015 | 07h11

A engenheira Gislaine Gallette da Cunha fez um acordo com o banco onde trabalhava após decidir empreender – quando ela foi pedir para deixar a empresa, o chefe a informou que a instituição financeira colocaria em prática um plano de demissão e que ela poderia aderir ao acordo. Depois de uma coincidência de fatores, a engenheira foi fazer cursos e colocou em prática um plano que alimentava desde 2000: abrir um negócio relacionado ao universo do chocolate. Nada a ver com a sua formação, mas sim com a especialização.

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Gislaine é engenheira eletricista e fez um MBA em marketing. Durante o trabalho de conclusão de curso, ela formatou um plano de montar uma fábrica de chocolates. Foram 11 anos até deixar o emprego. “É difícil tomar a decisão de sair de um trabalho bacana, com uma remuneração legal. Mas o que falou mais alto foi a paixão pelo chocolate e a vontade de empreender”, afirma Gislaine.

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Empreendedorismo por necessidade pode se transformar em uma oportunidade

Outro fator que pesou na decisão foi a qualidade de vida que ela buscava para ela e a família que estava construindo. “Meus filhos eram pequenos e vários dias deixei de encontrá-los. O mundo corporativo seduz, você quer crescer, quer conquistar lugares cada vez maiores, mas tudo isso tem um preço. Minha escolha foi pagar o preço da menor remuneração, mas da qualidade de vida e fazer o que eu tinha como sonho”, completa.

Na avaliação do professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa, casos como o de Gislaine, de profissionais em cargos mais altos que seguem o caminho do empreendedorismo, devem se intensificar. Para o especialista, a taxa de desemprego deve refletir na de empreendedorismo por necessidade, principalmente, por atingir também um emprego mais qualificado. “Muitos desses programas de demissão voluntária atingem níveis gerenciais”, pontua o especialista.

Negócio. Gislaine montou a Gallette, uma chocolateria que trabalha com itens gourmet e recheios diferentes, além de manter uma preocupação com a sustentabilidade. No ano passado, o negócio faturou meio milhão de reais e atualmente mantém crescimento de 25% em comparação a 2014. “Eu sou otimista. Acho que todo mundo está atuando com um pouco mais de cautela, mas acredito que a situação vai se resolver.”

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