Encontro PME é realizado no Espaço Itaú de Cinema
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Encontro PME discute o futuro das redes de franquias em tempos de crise

Evento ocorreu nesta quinta-feira, no Shopping Bourbon, em São Paulo

Estadão PME,

28 de maio de 2015 | 06h30

Atualizada em 28 de maio às 14h

O momento econômico foi o tema central na 14º edição do Encontro Estadão PME, que debateu as oportunidades de negócios e o futuro das redes de franquias na manhã desta quinta-feira, 28, na capital paulista.

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O evento contou com um time de peso de representantes do mercado, no Espaço Itaú do Shopping Bourbon. Foram representantes dos segmentos de moda, alimentação e consultores, que debateram as estratégias adotadas e a serem utilizadas pelos franqueados e franqueadores para superarem o momento.

Em geral, todos os participantes optaram por uma mensagem positiva, procurando evocar as oportunidades geradas na esteira da desaceleração econômica ao invés de enumerar os problemas gerais, notamente marcados por queda no apetite do consumidor.

No primeiro módulo de debates, Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto, Carlos Wizard Martins, hoje à frente da rede Mundo Verde, e Cristina Franco, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) trataram de espantar o que chamaram de "desânimo de alguns empresários". "Crise era o que enfrentamos no início do Grupo Wizard, em 1984, onde o presidente era José Sarney e tínhamos uma inflação de até 80% ao mês. Isso que temos hoje é momento de reajuste", afirmou Martins.

O segundo módulo do evento, com o fundador da rede Patroni, Rubens Augusto Junior, seguiu em igual direção. O empresário acaba de lançar um modelo de franquia mais compacto e, consequentemente, mais barato. "Estávamos há dois anos trabalhando no projeto Patroni expresso. Quando começou um movimento de estagnação econômica, resolvemos implantar esse projeto", conta. No modelo compacto, o investimento inicial é de até R$ 200 mil. Já os modelos tradicionais custam até R$ 450 mil.

Os empresários que têm as mulheres como público-alvo também seguem otimistas, apesar da situação econômica e enxergam oportunidades com custos de ocupação mais baixos. A rede Outlet Lingerie tem como forte da operação as lojas de rua, principalmente por dois motivos: não "agredir" os franqueados das marcas parceiras e custos mais baixos. "Tenho por característica enxergar a metade cheia do copo", afirma o fundador da rede, Maurício Michelotto, que tem planos para abrir 50 lojas só em 2015.

O empresário Jae Ho Lee não parou o planejamento apesar da retração. "Ainda temos muito a conquistar. Podemos fazer ajustes de vela, mas não deixamos de realizar os nossos projetos", diz Jae, fundador da Morana, rede de acessórios com 300 lojas. "Empreender no Brasil tem sempre novos desafios. Esse (momento econômico) é um desafio que todo mundo está correndo agora e devemos procurar soluções para ser competitivo", afirma Ronaldo Viana, sócio diretor da Multifranqueadora, a franqueadora da rede Clube Melissa.

Por fim, Alexandre Guerra, CEO do Giraffas, e Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show, destacaram a importância de investir em lojas de rua em um momento em que a importância dos shoppings centers, como pontos de venda promissores para franquias, está relativizada.

"Eu tive muito receio de fechar contratos de locação em shopping em 2010, 2011. Fizemos alguns contratos ruins. Se eu ficasse 15 dias negociando já não teria espaço para mim. Hoje essa lógica inverteu, tenho uma fila de shoppings esperando para que a gente entre", afirmou Alexandre Guerra.

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