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Empresas provam que é possível ganhar dinheiro no segmento de animais de estimação

Eles apresentam tecnologias e exploram segmentos com potencial de crescer

Estadão PME,

07 de outubro de 2013 | 16h39

O mercado de animais de estimação parece ser um dos focos de uma série de startups que desenvolvem tecnologias para facilitar a vida dos pets e, claro, de seus proprietários. Esse setor também atrai o interesse de empreendedores brasileiros, que aproveitam oportunidades em segmentos específicos e que, segundo eles, ainda têm espaço para crescer.

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A Whistle Lab, de São Francisco, na Califórnia, lançou nesse ano uma coleira que promete entregar ao dono um relatório detalhado sobre o comportamento do cão. O item, vendido nos Estados Unidos por US$ 99,95, informa se o animal passou o dia esticado no sofá ou aproveitou as horas sem o dono por perto para gastar energia, correndo para cima e para baixo ou, simplesmente, divertindo-se com algum brinquedo pelo chão.

O produto criado pela também norte-americana Petzilla tem praticamente o mesmo preço, US$ 99. O aparelho que a empresa desenvolveu permite ao dono conversar remotamente com seu animal de estimação. E, enquanto trabalha, o proprietário pode ver, por meio de uma câmera, o que seu cão ou gato está fazendo em casa.

O americano Daniel Walthers é outro exemplo de quem aposta nesse mercado. A paixão do empreendedor por bichos é tão grande que ele já desenvolveu poleiro aquecido, ensinou seus bichinhos de estimação a tocar piano e, por mais exótico que pareça, desenvolveu um DVD com dicas de treinamento avançado para corvos. Dono de um rancho na Georgia, nos Estados Unidos, o empresário também treina, trata e vende várias espécies.

No Brasil, alguns segmentos se mostram promissores no universo de pets. Com 60 mil petshops em funcionamento no País, sendo a metade deles em São Paulo, uma opção que começa a ganhar força é o de negócios especializados em peixes ornamentais e no hobby do aquarismo.

Um exemplo de que fatura nesse mercado é o da paulistana Daniela Motta,da Aqualife, que ela mantém com o marido há  cerca de um ano e meio. Dona de um petshop, ela se interessou pelo mercado de peixes por conta da rentabilidade do  setor, que segundo ela chega a 80% na venda das espécies.

Marcio Waldman, do petshop virtual PetLove, também destaca as altas margens que o nicho oferece. Ele, no entanto, chama a atenção para uma dificuldade que o interessado no setor deve se preparar para a enfrentar: a carência de opções, tanto em fornecedores, quanto em fabricantes. "Peixe é um mercado muito grande, mas não é muito desenvolvido como em outros países. Aqui (no Brasil), tanto a quantidade de produtos, como a de fornecedoras é muito pequena. É um mercado que tem potencial, mas ainda não é maduro", diz.

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