Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Empresas especializadas em oferecer 'domésticas profissionais' ganham espaço no País

Nova legislação deu força para empresas que executam o serviço de limpeza com eficiência e preço atrativo para o consumidor

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

01 de novembro de 2013 | 13h00

O segmento de limpeza residencial está aquecido e se profissionalizando no Brasil. Por isso, desperta o interesse de empresários brasileiros e estrangeiros – sem contar os empreendedores que desejam começar franquias dessas marcas.

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A Zelo, que começou a operar neste semestre, investe em diversas regiões do País. Tem uma unidade própria e já comercializou 22 franquias. “Nossa intenção é abrir pelo menos 100 unidades no primeiro ano”, afirma Vanderlei Justo Junior, diretor da empresa. O investimento para montar uma franquia é de R$ 60 mil e o faturamento mensal previsto no primeiro ano é de até R$ 50 mil, com margem líquida de 30%.

A empresa promete executar o trabalho similar ao de uma faxineira por um preço próximo ao que a diarista cobra, cerca de R$ 100. As tarefas são executadas em duas horas e o cliente não precisa preocupar-se com o material ou com a alimentação de quem executa a limpeza. “O consumidor pode comprar tanto o serviço único quanto assinar um pacote”, diz Junior. A marca nasceu a partir da ideia de um grupo de investidores com experiência no mercado de limpeza profissional voltada à área comercial.

A portuguesa House Shine, que abriu as portas em 2008 e administra 47 franquias naquele país, chegou ao Brasil em julho do ano passado e já comercializou 250 unidades franqueadas. “Recebíamos pedidos de interessados em abrir aqui (Brasil), começamos a investigar e identificamos uma grande demanda no Brasil”, diz Lilian Esteves, diretora da marca, que espera faturar R$ 93 milhões neste ano só no País.

A limpeza residencial que a empresa oferece, incluindo equipamentos e produtos, é executada por uma equipe de duas funcionárias no período de duas horas – o serviço também custa aproximadamente R$ 100. Para o interessado em empreender, o investimento necessário é de R$ 87 mil. O faturamento mensal varia de R$ 40 mil a R$ 80 mil, dependendo da região, com margem de lucro de 20% a 25%.

Rose Mary Lopes, coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo da ESPM, afirma que a limpeza residencial pode ser um bom negócio, principalmente em cidades grandes. “O desafio principal das prestadoras desse tipo de serviço é resolver a questão da segurança”, afirma. “A casa é meio que um santuário, onde as pessoas querem estar seguras, o grande obstáculo é sentir-se seguro com relação a quem vai trabalhar nela.”

De acordo com dados compilados pela Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), o setor tem mais de 13 mil empresas prestadoras de serviços – incluindo limpeza comercial e residencial. Ainda conforme a associação, juntas, essas empresas faturam aproximadamente R$ 16 bilhões. A Abralimp informa que a maioria (70%) tem menos de 20 funcionários.

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