Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Empresas de alimentos congelados light buscam expansão e tem gente que fatura até R$ 3,5 milhões

Tendência de aliar saúde e praticidade faz a área se transformar em boa opção de negócio

Gisele Tamamar, Estadão PME,

28 de janeiro de 2014 | 06h30

Preocupação com a saúde, busca pela praticidade e a conveniência. Esses são os atributos que levam duas pequenas empresas que vendem alimentos congelados light a planejarem metas otimistas para os próximos anos. A Pronto Light, de São Paulo, prepara a inauguração de novo espaço para aumentar a capacidade de produção em até sete vezes. Já a Substância, de Porto Alegre, inicia nova etapa do plano de expansão que contempla a abertura de unidades licenciadas.

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A ideia de começar a Pronto Light foi do empresário Eduardo Dimand, que tinha dificuldade para alimentar-se de maneira saudável com sua rotina de trabalho - ele também havia começado a praticar fisiculturismo e, ao consultar especialistas, escutou sobre a importância da alimentação correta.

Foram três anos de desenvolvimento de produtos, testes e venda para amigos até que Eduardo resolveu, há quatro anos, profissionalizar o negócio com a ajuda dos amigos Pedro Pandolpho e Fernando Negrão.

O consumidor pode comprar os alimentos em porções ou optar pelos kits com as refeições estabelecidas por dia e período. A venda é feita online e existem opções para quem pretende emagrecer, receitas sem glúten, sem lactose ou sem carne vermelha, por exemplo.

De acordo com Pandolpho, a resistência do consumidor aos produtos congelados diminui a cada dia. "Muita gente atrela o congelado a produto sem graça e com muito sódio. Mas nossos produtos são embalados a vácuo, o que não deixa formar gelo na comida. Em alguns casos, a pessoa vai com uma expectativa ruim. E na maioria das vezes, chega a ser surpreendente para o lado positivo", diz.

A Pronto Light produz em média 30 mil pratos por mês, todos vendidos para a Grande São Paulo. Com a inauguração do novo espaço em março, a capacidade de produção pode ser até sete vezes maior. Por isso, se no ano passado o faturamento chegou a R$ 3,5 milhões, a expectativa do empreendimento é crescer pelo menos 50% neste ano.

Já a Substância existe há 26 anos e executa atualmente o projeto de expansão das lojas. A produção dos alimentos congelados é feita no Rio Grande do Sul e a empresa distribui os produtos para dez unidades que funcionam em seis cidades: Porto Alegre, Ijuí, São Paulo, Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro. Uma nova unidade será inaugurada em Anápolis.

Os produtos são vendidos em lojas que funcionam sob dois modelos. O primeiro é com delivery e 'take away' (consumidor pode passar na unidade e comprar os produtos). Já o segundo, além das duas opções, também é um bistrô que serve os pratos. O investimento inicial para abrir uma loja licenciada varia entre R$ 140 mil e R$ 195 mil, conforme o modelo escolhido.

"Nosso público muito é muito diversificado, desde idosos, pessoas que querem perder peso ou simplesmente comer de maneira saudável. O que estamos percebendo é o aumento de clientes do sexo masculino", afirma a consultora de design estratégico da Substância, Maria Augusta Medeiros.

O planejamento da empresa prevê a abertura de mais oito unidades este ano, para chegar a 80 lojas nos próximos cinco anos. "A tendência do mercado indica que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o que comem. E o produto congelado light une saúde com praticidade. É o que as pessoas estão buscando", afirma José Carlos Fugice Júnior, sócio da GoAkira, consultoria responsável pelo plano de expansão da Substância.

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