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Empresários querem investir R$ 500 mil para inaugurar um bar totalmente geek em SP

Gibi terá videogames, história em quadrinhos, exposição de bonecos, workshop, espaço para discussões, bar, café e loja

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

22 de agosto de 2013 | 06h40

História em quadrinhos, bonecos de personagens e videogame fazem parte da vida de Tiago Almeida desde criança. Hoje, com 33 anos, ele resolveu deixar a rotina de webdesigner para ter seu próprio negócio e escolheu o mundo nerd para investir. Ele pretende inaugurar em novembro o bar Gibi Cultura Geek, na Vila Mariana, em São Paulo. A expectativa é faturar R$ 100 mil por mês.

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A ideia de criar o espaço surgiu em outubro do ano passado. Desde então, Tiago está formatando o negócio e tem o pai Cezar Almeida como sócio. Já foram investidos R$ 300 mil, com a entrada de um investidor, e existe a previsão de captar mais sócios até atingir R$ 500 mil. Após a abertura, o empresário pretende vender mais cotas para conseguir dinheiro para a implantação de novas tecnologias no local.

Quando pensou em investir em um negócio, Tiago se deparou com a falta de um espaço para discussão de "assuntos nerds". "Começou tudo em um utopia nerd, pensando em como seria um lugar ideal, com videogame, quadrinhos para ler, exposição de miniaturas...Fui criando um projeto. Primeiro pensamos em uma hamburgueria temática e evoluímos para um espaço para o pessoal debater assuntos", conta.

O espaço terá workshops, encontros de desenvolvedores de jogos, palestras, exposição de quadrinhos e da própria coleção de Tiago, que reúne mais de mil gibis e quase mil bonecos dos mais variados personagens, como Os Caça-fantasmas, Tartarugas Ninja e He-Man. Mas Tiago é fanático mesmo pelo personagem Lobo, da DC Comics.

O Gibi também terá 12 consoles, como o Telejogo, Atari, Master System, Mega Drive e Super Nintendo. Para testar o modelo, o empresário chegou a fazer festas em casa para mostrar a coleção e os consoles, como o Atari. "As pessoas ouvem os sons, jogam um pouco e lembram da infância. Tem um pouco de nostalgia. Eles não querem ficar lá, batendo recorde, jogando 30 horas. Minha temática é meio anos 80, que é minha geração", conta.

Outro atrativo será uma máquina de fliperama conectada a uma rede de desenvolvedores de jogos  independentes, que fazem parte de um projeto chamado Winnitron. No Gibi, a máquina terá o nome de ArtCade, que faz referência ao trabalho de conclusão de curso de Tiago sobre um site sobre jogos de videogame do ponto de vista da arte.

Bar. A rentabilidade do negócio virá do bar e café instalados no local, além de uma loja para venda de produtos. O cardápio terá hot-dogs, bruschettas, cervejas nacionais e importadas e até drinks temáticos. A ideia também é substituir as transmissões tradicionais de futebol e lutas em bares para transmissões de seriados e eventos, como anúncios de novos produtos da Apple e feira de games.

No início, Tiago pensou em instalar o bar próximo da Avenida Paulista. "Lá já existe um circuito meio nerd, com a loja Limited Edition, a Comix, a Coleciona, a Geek.etc.br. Mas o custo de instalação é muito alto", afirma. A alternativa achada foi um imóvel na Vila Mariana, na Rua Major Maragliano, 364.

Atualizações. Depois da abertura, a ideia é conseguir mais investidores para colocar em prática projetos tecnológicos, como a comanda no celular e pagamento online, exposições com o uso de realidade aumentada e aplicativo de uma Jukebox para seleção de músicas no smartphone.

O empresário também vai adotar a situação de 1.0 para a inauguração. Caso o sistema da casa ganhe novas  tecnologias ou novas exposições, o número muda. Esse sistema de atualização é uma forma do consumidor ficar sabendo das novidades da casa.

"Se passou de 1.0 para 2.0, será uma implementação mais radical. Se passou do 1.0 para 1.1, talvez possa ter mudado uma exposição. Eu uso muito os produtos Adobe. Quando saiu o CS6, por exemplo, todo mundo queria ver os novos recursos. Essa linguagem toda está sendo aplicada no bar como se fosse um software.", explica Tiago.

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