Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Empresários que investiram até R$ 200 mil em seus sonhos contam as dificuldades enfrentadas

Três casos de empreendedores com muita coisa em comum: o desejo de empreender e as dificuldades para vencer

VANESSA BELTRÃO, ESPECIAL PARA O ESTADO,

12 de outubro de 2012 | 11h03

Buscar orientação profissional, ter paciência e ser persistente. Essas são algumas das lições aprendidas por três empreendedores que completaram um ano de negócio próprio recentemente em São Paulo. Abaixo, contamos as histórias de empreendedores que tiveram a coragem para cuidar do próprio nariz. E investir até R$ 200 mil em seu sonho.

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Lava-rápido

Após trabalharem nos Estados Unidos com construção, pintura e jardinagem, por exemplo, os irmãos Gonçalves cansaram de obedecer ordens e retornaram ao Brasil para montar o próprio negócio. Como tinham interesse por carro, decidiram abrir um lava rápido. O estabelecimento, que recebeu o nome de Car Show,  já tem faturamento mensal de R$ 10 mil. 

As dificuldades do início foram relacionadas às questões administrativas. “No começo, não tinha a menor noção do quanto entrava e saia, como lidar com o público, o que comprar e o que vender. A gente não tinha muita experiência”,  resume Artur Gonçalves. Para lidar com essas dificuldades, Artur conta que teve que buscar ajuda do Sebrae para aprender a comandar o empreendimento. 

Junto com seu irmão, Alexandre Gonçalves, Artur investiu R$ 70 mil no lava-rápido, uma boa parte do que tinham recebido com os serviços nos Estados Unidos.  Além disso, neste primeiro ano, também adquiriram um empréstimo de R$ 30 mil para reformar o espaço onde montaram o negócio. “Agora é que está começando a sobrar alguma coisa para a gente. Demorou mais de um ano para ter algum retorno”, diz Artur. 

Refeições customizadas

O casal Sandy Gamez e Daniel Gamez também decidiu empreender em família. Em junho do ano passado, os dois montaram a Sabor em Cena, que oferece o serviço de buffet e refeições quentes com entregas programadas.  Para atuar no ramo, os dois gastaram R$ 15 mil em cursos de gestão e confeitaria. 

Além dos bolos de pasta americana decorados, cupcakes e doces customizados, a empresa começou a oferecer os serviços de refeições gourmet. O cardápio variado inclui pratos para um almoço de domingo em família, reunião com os amigos, aniversários, entre outros eventos. “A ideia é que eles adquiram uma solução para um momento de vida. Nós queremos acompanhar a pessoa durante o casamento, nascimento do filho, etc”, afirma Daniel Gamez.

Recentemente, o casal inaugurou a sede da empresa, no bairro do Morumbi, para atender a uma demanda cada vez mais crescente. Hoje, a Sabor em Cena atende cerca de 100 clientes por mês. Do investimento inicial de R$ 200 mil, os empreendedores já conseguiram retorno de 40%.

Ecobags

Com um mercado bem receptivo, o empreendedor Robson Queiroz não pensou duas vezes e ao invés de montar uma confecção de estamparia para camisetas,  montou uma empresa para produção de sacolas ecológicas. O nome escolhido para a marca foi Fio Verde. E o investimento inicial foi de R$ 60 mil.

“Posso dizer que tive a felicidade de encontrar um mercado muito aberto para este tipo de material. Já chegamos a vender para o Uruguai”, diz Queiroz. Como nenhum começo é fácil, o empreendedor conta que teve dificuldade para encontrar pessoas capacitadas para realizar a função e acabou ele mesmo organizando um treinamento. 

A Fio Verde produz atualmente em torno de 20 mil ecobags por mês e emprega oito pessoas. Os clientes são desde pessoas físicas, que compram as sacolas para dar de brinde em aniversários e festas de casamentos, lojistas e empresas de evento. 

Sobre o futuro, Robson espera produzir uma faixa de 45 mil peças por mês. A propagando do produto é feita no boca a boca e pela internet. “Não é nada inovador, mas é diferente principalmente para um brinde de final de ano e tem o custo baixo. A sacola  ninguém rasga e joga fora e ainda tem o apelo ecologicamente correto que é uma bandeira que muitas empresas se preocupam”, explica.

 

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