José Patrício/AE
José Patrício/AE

Empresários provam que a sociedade pode dar certo em um pequeno negócio

Uma das principias causas de mortalidade de pequenos negócios é a falta de afinidade entre empresários

Ligia Aguilhar, Estadão PME,

27 de janeiro de 2012 | 07h40

O empresário Bruno Chamma sempre quis ter um sócio com quem pudesse dividir a responsabilidade de administrar uma empresa. E não desistiu da ideia mesmo após duas tentativas fracassadas. Ele até buscou administrar a agência Kindle por conta própria, mas a medida que o negócio cresceu, Chamma deixou as experiências ruins de lado e admitiu três novos parceiros. “Além de dividir as tarefas, os sócios trazem diferentes visões de gestão”, justifica.

A parceria tem dado certo, mas não é sempre assim. A mais recente pesquisa sobre mortalidade de empresas organizada pelo Sebrae mostra que a divergência entre sócios é a quinta maior causa de encerramento de novos negócios. Das três mil empresas abertas entre 2003 e 2007, 27% fecharam no primeiro ano e 58% até o quinto ano, sendo 8% dos encerramentos motivados por esse problema.

Segundo a consultora jurídica do Sebrae-SP, Cláudia Regina Latorre, a origem dos conflitos entre sócios está na incompatibilidade de ideias, má distribuição de tarefas e escolha de familiares para a administração.

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As empresárias Patrícia Berger e Paula Soares, da loja especializada em presentes temáticos Fitá, sabem disso. Tanto que Patrícia cuida das vendas, do desenvolvimento e criação da maioria dos produtos, mas tem pavor da área administrativa, a especialidade de Paula.

“Dividir a gestão não funciona para quem é orgulhoso ou temperamental. É preciso saber ceder quando for preciso”, analisa Patrícia.

É justamente a capacidade de reconhecer erros que tem ajudado os sócios Adriano Bernardes e Fábio Moro a manter a parceria no mundo dos negócios há mais de 13 anos.

Donos da rede de franquias Rizzo Gourmet e também do restaurante Le Marais, os empresários dizem ser mais fácil manter a amizade do que a sociedade, mas contam que superam as diferenças porque têm perfis semelhantes.

“Na hora de escolher o sócio deve-se avaliar se ele tem o mesmo objetivo, se você conviveria bem com essa pessoa e se ambos chegariam a um entendimento durante uma discussão”, aconselha Adriano.

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