Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Empresários de olho na retomada das bicicletas

Ascensão da mobilidade urbana sobre duas rodas movimenta mercado de fabricação e aluguel por novos empreendedores

Vivian Codogno, Estadão PME,

10 de dezembro de 2014 | 07h30

Em 1999, o mercado das bikes estava desfavorável para expansão e a informalidade tomava conta da produção. Foi quando o pai de Tito Caloi, até então proprietário da marca que leva o nome da família, resolveu abrir mão da tradicional empresa e se aposentar.

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“Como o público especializado era muito baixo, a maioria das pessoas que buscavam bikes privilegiava a concorrência informal”, relembra Tito. Em 2009, com o surgimento da bicicleta como alternativa para melhorar a mobilidade nas grandes cidades, o empreendedor resolveu retomar a produção, embora em menor escala e usando uma nova marca, a Tito Bikes.

“A ideia agora é abrir novos segmentos de mercado, com bikes adaptadas para uso urbano. Percebemos que muita gente usava mountain bike para passeio na cidade, o que não é o mais apropriado”, explica.

Para o empresário, seu maior aliado para alcançar o sucesso é o conhecimento prévio do mercado, adquirido em 20 anos de trabalho na empresa fundada pelo seu bisavô, e as especializações que fez fora do País. “Quem está começando agora tropeça em preços, promoções. O conhecimento e o forte nome, para mim, foram diferenciais”, celebra Tito. E ele tem o que comemorar. Para alavancar seu negócio, Tito estabeleceu parcerias com times de futebol e desenvolve produtos personalizados, além de criar um modelo especial para crianças.

A inovação é o seu principal foco, sempre inspirado na vanguarda criada pela fábrica da sua família. “Antes da Caloi, a bicicleta sempre foi um produto masculinizado. Desenvolvemos a Ceci e a Caloi derrubou esse paradigma. Foi um fenômeno”, relembra. A antiga bicicleta era cor de rosa e contava com cestinha branca na frente.

Diversão. O caminho da inovação também é perseguido pelo empresário Luiz Pina, que há seis anos investe em aluguel, distribuição, venda e manutenção de bicicletas para passeios.

Tudo começou quando Pina, em parceria com seu sócio em um escritório de consultoria, decidiu se arriscar em uma licitação para administrar o aluguel de bikes no Parque Villa-Lobos, localizado na zona oeste de São Paulo. Ele venceu a concorrência e logo se estabilizou.

Depois, surgiu a ideia de expandir o empreendimento e alugar bikes para passeios promovidos por empresas. “No começo, nosso público era o leigo que anda no fim de semana. As bikes eram mais simples”, relata o empresário.

A simplicidade, entretanto, deu lugar a bicicletas que comportam passeios mais longos e, durante os trajetos, o cliente conta com uma equipe de assistência caso a bike dê algum problema. “Esses encontros têm sido o alimento da empresa. Em um dia de sol, trabalhamos com cerca de 80 funcionários, entre atendentes, caixa e mecânicos. É um negócio em crescimento constante, tanto que nem sentimos a quebradeira que tomou conta de 2014”, comemora. 

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