Alex Silva
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Empresário vende cabelo por R$ 1,5 mil no centro de São Paulo

Cearense fez bico como garçom para pagar aluguel do ponto comercial

Renato Jakitas, Estadão PME,

27 de fevereiro de 2013 | 12h20

São Paulo tem 14 mil reis instalados no varejo, segundo levantamento de marcas realizado nos bancos de dados da Junta Comercial. Um expediente utilizado pelo comerciante há muito tempo, como atestam empresas quase centenárias, como O Rei dos Armarinhos, lançado em 1926 na região da Rua 25 de Março. Mas não é apenas o empresário do passado que opta por associar sua marca à realeza.

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O cearense Francisco Braz sequer pensou em outra possibilidade quando deu início a sua agência de “corretagem de cabelos”, como define a função de comprar e vender cabelos. Ele alugou um conjunto de salas comerciais na esquina da Praça João Mendes com a Rua Riachuelo, no centro de São Paulo, e pendurou uma placa onde se lia ‘O Rei dos Cabelos’.

A empresa já ultrapassou a barreira da primeira década de vida e Francisco realmente consolidou-se como um dos principais fornecedores do setor.

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“Eu atendo cabeleireiros aqui de São Paulo, de outros estados e até da Argentina”, conta. “No início, eu pensei, já que vou abrir um negócio, quero logo ser o maior de todos, quero logo ser o rei”, lembra o empresário, que fatura em média R$ 200 mil por mês com O Rei dos Cabelos.

Braz entrou nesse ramo por pura necessidade. Era garçom e gostava do que fazia quando foi mandado embora do restaurante onde trabalhava.

Para sobreviver, aceitou o convite da namorada, que já tocava um comércio de cabelos. Sua missão era localizar a matéria-prima – ainda na cabeça dos fornecedores, é claro –, convencê-los a mudar o visual por até R$ 500 e encontrar um salão de beleza interessado no produto.

Algum tempo depois, terminado o namoro, chegou ao fim também a chance de construir uma carreira ao lado da moça. “Era tudo ou nada. Tinha aprendido o trabalho e estava com uns trocados no bolso que davam certinho para o primeiro mês do aluguel”, conta. Braz tocava o negócio e fazia bicos de garçom. Batalhou muito, mas fez a empresa prosperar. “A gente foi ficando conhecido e já vendi cabelo por R$ 1,5 mil”, lembra.

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