Edu Moraes/Divulgação
Edu Moraes/Divulgação

Empresário quer faturar R$ 12 mi vendendo alimentação saudável dentro de empresas

Guilherme Falchi criou a Expresso Nutri ao perceber que lanchonetes e máquinas de snaks dentro das empresas não atendiam demanda por alimentação saudável entre almoço e jantar

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de outubro de 2012 | 06h35

Um empresário de São Paulo decidiu criar uma alternativa a expansão das máquinas de guloseimas dentro das grandes empresas. Ele investiu R$ 380 mil para lançar um negócio de alimentação saudável para funcionários que quiserem fazer ‘uma boquinha’ entre o almoço e o jantar.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Com o nome de Expresso Nutri, a ideia é faturar R$ 12 milhões em dez anos, com uma margem de lucro líquida na casa dos 20%.

A empresa foi lançada no final de agosto. Consiste, basicamente, de carrinhos que vão de estação em estação de trabalho oferecendo bebidas, lanches e doces em empresas de médio e grande porte.

“A nossa diferença para as máquinas de snacks é que os nossos produtos são orgânicos, lights, naturais. Todos os nossos fornecedores se enquadram nessa proposta mais saudável”, destaca Guilherme Falchi, dono da empresa.

Para compor o portfólio de produtos,  Falchi conta com 40 fornecedores. Doze deles são praticamente artesanais, como fabricantes de bolos e outros salgados. “Os outros já são capazes de atender em escala. Falo de empresas como Mãe Terra e da marca de refrigerante orgânico Wewi”, afirma.

Pesquisa. Dono de consultoria especializada em qualidade de vida no trabalho, a Hera Brasil, Guilherme conta que a ideia para montar a Expresso Nutri surgiu após uma pesquisa realizada pela empresa entre os anos de 2010 e 2012.

Ao entrevistar 910 funcionários de 12 grandes empresas do País, ele conta que a alimentação fez parte das queixas de 50% dos entrevistados.

"Eles reclamavam principalmente da falta de opções e do excesso de trabalho. As pessoas hoje trabalham mais e o tempo entre o café da manhã, o almoço e o jantar ficou maior”, conta o empreendedor. “Esse é um problema também das empresas. Comer mal prejudica a saúde e afeta o rendimento das pessoas durante o expediente”, explica ele.

Em 45 dias de operação, Falchi já fechou contrato de fornecimento com duas empresas, entre elas a Oi.

“As empresas não têm custo, só precisam liberar nossa entrada. É como um serviço que estão agregando”, diz ele, que pretende chegar a 450 empresas em 10 anos. “Neste primeiro ano, quero faturar R$ 180 mil para chegar a R$ 12 milhões em uma década.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.