Empresário português convoca artistas pela internet após ter food truck pichado

Caminhão que vendia iogurte em Lisboa foi pichado na última quinta-feira

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo,

27 de fevereiro de 2015 | 15h24

 

Na tarde última quinta-feira, 26, o empresário Filipe Botto recebeu a notícia de que um dos seus três furgões usados para vender o iogurte natural Yonest pelas ruas de Lisboa havia sido vandalizado. Sem que houvesse testemunhas, alguém cobriu os desenhos originais que indicavam que naquele caminhão se vendia uma receita familiar de iogurte grego com letras em tinta rosa.

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Filipe foi para casa frustrado e teve insônia pensando no que precisaria fazer para reformar seu caminhão e colocá-lo para funcionar novamente. Depois de muito matutar, tomou uma decisão inusitada e na manhã de sexta-feira lançou a proposta na página da marca no Facebook: vai disponibilizar o furgão para artistas que desejem transformá-lo com tintas. Em três horas de publicação, os apoios vieram de diversas partes.

“Aquela pichação foi uma agressão gratuita e eu fiquei sem saber como agir diante dela. É um símbolo feio, nem sei o que significa. A partir da destruição, queremos fazer uma nova construção”, reflete o empresário. Incubadoras de designers e artistas independentes de Lisboa já manifestaram interesse em colaborar com o projeto. “Quem estiver na rua pode vir e fazer, mas fazer bem feito.”

Filipe decidiu acumular sugestões para então decidir como será o processo de transformação do food truck vandalizado, mas já adianta que quer algo espontâneno e não está disposto a marcar um “evento midiático”. “Estou curioso com o resultado da ação, espero que fique bonito. É um risco e a vida é feita de riscos.”

Botto dedica uma atenção especial aos quiosques desdes que decidiu, há pouco mais de um ano, largar a vida de investidor financeiro e fabricar iogurte caseiro. “Tudo começou na cozinha de casa. Tenho uma lembrança muito bonita dos meus avós fazendo um iogute muito simples. O iogurte é produzido há 7 mil anos, não faz sentido ser vendido apenas por grandes marcas, que o produzem de forma industrial”, conta. A ideia de usar o nome Yonest vem de oferecer um produto "honesto", fiel em sua origem.


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