André Lessa/AE
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Empresário José Carlos Semenzato vai responder suas dúvidas

Interessado deverá enviar sua pergunta para o e-mail pme@grupoestado.com.br

Ligia Aguilhar - Estadão PME,

09 de novembro de 2011 | 14h39

José Carlos Semenzato, dono da SMZTO Participações e ex-presidente da Microlins, vai responder dez perguntas de internautas. Os interessados devem enviar suas questões para o e-mail do Estadão PME até o dia 15 de novembro. Junto com a questão, é importante enviar o nome completo, a cidade e o estado onde reside e também o seu ramo de atuação. As perguntas selecionadas com as respostas do empresário serão publicadas em nosso site.

O empresário participou da quinta edição do Encontro Estadão PME. Na ocasião, pequenos e médios empresários tiveram a chance de fazer perguntas para Semenzato e trocar experiências sobre a administração de um empreendimento. Fundador da maior rede de ensino profissionalizante do País, Semenzato vendeu a Microlins em 2010 para o grupo Multi, que reúne diversas instituições de ensino, como a Wizard, e fundou a SMZTO Participações, holding que coordena o desenvolvimento de franquias em diversos setores.

O interessado em participar com perguntas deve enviar seu e-mail para pme@grupoestado.com.br.

Durante o encontro, Semenzato falou sobre diversos assuntos ligados ao empreendedorismo. Abaixo, selecionamos os principais trechos do evento.

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Investidores

“A empresa precisa ser formal e profissionalizada para que possa continuar existindo sem a presença do dono”, afirma o empresário.Segundo ele, os fundos de investimentos buscam empresas com bons índices de crescimento ao longo de cinco anos e potencial para ao menos dobrar de faturamento com o apoio do fundo no planejamento estratégico ou capital de giro.

Crescimento

Semenzato acredita que o modelo de franquias, pelo qual a Microlins atingiu a marca de 730 unidades no País, é o mais seguro para a expansão de uma empresa. Ele também afirma que a expectativa de crescimento sustentado da economia nos próximos cinco anos cria um cenário seguro para as empresas expandirem sua atuação dentro do Brasil, avalia o empresário.

Para ele, reduzir as margens de lucro de forma a melhorar o preço e ganhar competitividade frente à concorrência são estratégias que garantem sucesso não só na venda ao consumidor final, mas também em concorrências e licitações. Possibilitar o parcelamento de compras para atrair a classe C e ter em mãos um produto inovador também impulsionam as receitas. “No caso de produtos com alto valor agregado, oferecer a locação, em vez da venda do aparelho, garante margens maiores no longo prazo”, diz.

Publicidade e marketing

Não adianta gastar dinheiro para fazer propaganda em uma revista de alcance nacional se a empresa não tem estrutura para atender um mercado tão grande. “Uma pequena empresa deve considerar que o seu público alvo são as pessoas do bairro onde ela está instalada, mais a população de três ou quatro bairros adjacentes, em um raio máximo de três quilômetros”, explica.

Contratar pessoas para distribuir material promocional ou enviar ofertas por e-mail para um cadastro selecionado são ações que custam pouco e trazem bons resultados, garante o empresário. Organizar um coquetel para os clientes conhecerem melhor a empresa também funciona. “Se depois de tudo não houver resultado é porque o produto não é desejado ou o modelo de negócio precisa ser revisto”, diz. “O empreendedor precisa descobrir se o consumidor deseja o seu produto ou serviço”, afirma. E essa descoberta deve ser feita em até seis meses, recomenda.

Diversificação

José Carlos Semenzato acredita que o empreendedor não pode deixar de fazer o que lhe garantiu sucesso, mas afirma também que desenvolver novos modelos de negócio pode ajudar a alavancar o faturamento de qualquer empresa. “Na hora de testar um modelo, o melhor é criar um novo canal de vendas, com outra pessoa na gerência, outra marca e um produto ou serviço com algum diferencial competitivo”, afirma o empresário.

Classe C

Semenzato acredita ainda que focar nesse novo público consumidor traz mais resultados do que investir em serviços para a classe A. “Atualmente, mesmo quem vende para a elite quer investir em um negócio mais popular”, diz. E o empreendedor garante que mesmo produtos e serviços com custo mais alto podem ser comercializados para as classes C e D por meio da venda em parcelas, minuciosamente calculadas para caber no orçamento. “Para atingir a elite, é necessário um investimento muito alto, enquanto as classes C e D estão mais dispostas a pagar para ter seus desejos realizados.”

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