Daniel Teixeira/AE
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Empresário está otimista com vendas, diz pesquisa

Segundo pesquisa, empresários acreditam em aumento generalizado de preços em 2012

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agência Estado,

04 de outubro de 2011 | 15h06

Pesquisa de Indicadores de Mercado da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), realizada entre os dias 20 e 27 de setembro com 231 empresas, mostra que os executivos estão otimistas com relação às vendas neste e no próximo ano, apesar de a maioria estar atenta ao crescimento da inflação.

Para 71% dos consultados, as vendas deverão encerrar 2011 em níveis superiores ao registrado no ano passado; para 20%, elas ficarão estáveis; e para 9%, fecharão em queda. Já para 2012, 77% trabalham com a expectativa de crescimento das vendas, enquanto 21% projetam estabilidade e 1%, recuo (em números arredondados cuja soma não atinge 100%).

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Em relação à inflação, para este ano 79% dos empresários pesquisados projetam aumento, 20% contam com preços estáveis e 1% esperam queda. Para 2012, 44% acreditam em aumento generalizado de preços, 50% preveem estabilidade e 6%, deflação.

O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer este ano para 39% dos entrevistados - 35% esperam estabilidade e 26%, diminuição da atividade econômica. No que se refere a 2012, 44% dos consultados preveem crescimento do PIB, 42% acreditam que ele ficará no mesmo nível e 14% projetam queda.

O dólar, por sua vez, deverá fechar 2011 com aumento, na opinião de 58% dos entrevistados; estável, para 30%; e em queda para 12%. Para a projeção do ano que vem, 29% esperam alta do câmbio, 63% que ele permaneça no mesmo patamar e 8% acreditam em recuo.

Apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a Selic em 0,5 ponto porcentual na reunião de agosto - de 12,5% para 12% ao ano -, nos dados da pesquisa há quem trabalhe com aumento ou manutenção da taxa básica de juros neste ano: 42% esperam estabilidade; 35%, aumento; e 23%, corte. Para 2012, 28% esperam aumento dos juros, 47% estabilidade e 25% trabalham com a possibilidade de corte na Selic. 

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