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Empresário cria site para pais revenderem produtos que já não cabem nos filhos

Em dois meses, Ficou Pequeno já tem quase 150 lojas virtuais de famílias querendo negociar produtos infantis de alta qualidade e com grandes descontos

Fernando Ladeira, Estadão PME,

05 de julho de 2013 | 09h40

Quando o publicitário Alexandre Fischer se tornou tio e padrinho de gêmeas, há dois anos, passou a conviver mais de perto com o universo infantil. Carrinhos de bebê, roupas, sapatinhos e brinquedos passaram a fazer parte do seu cotidiano. Mas, a cada visita, as crianças estavam maiores, e as roupas sempre novas. “Acompanhei o crescimento delas e fiquei assustado com a quantidade de coisas que se perdem”, conta. Foi aí que surgiu a ideia de criar o site Ficou Pequeno.

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Em operação há dois meses, a plataforma permite que pais negociem produtos infantis em ótimo estado e com grandes descontos, que podem chegar a 90%, em alguns casos. Para facilitar a operação, eles podem criar suas próprias lojas dentro do site, nas quais apresentam todos os produtos que querem vender. Em uma semana já haviam 20 lojas, e agora, dois meses depois, o número subiu para quase 150 lojas, com 1.600 produtos anunciados.

A única exigência é que os itens sejam novos ou de qualidade muito boa. Se ele mostrar sinais de ter sido bastante usado, o próprio site aconselha que o melhor será doar para uma instituição de caridade. A ideia é recuperar parte do investimento de um produto que foi pouco usado por conta do rápido crescimento dos bebês e das crianças. Se o vendedor oferece um desconto de pelo menos 60%, ou se o produto for novo, ele ganha destaque no site, com um selo especial.

O primeiro cliente satisfeito foi ele mesmo. Fischer diz que não teve nenhuma dificuldade para vender os produtos das gêmeas em poucos dias, na primeira loja criada no site. Em uma semana, foram quase R$ 1 mil arrecadados com as vendas.

Fischer, que divide a carreira profissional entre o Ficou Pequeno e a agência de criação Pé de Sonhos, diz que algumas lojas já negociaram todos os produtos. “O retorno tem sido super positivo”, afirma, apesar de dizer que não pode anunciar qual é o faturamento da empresa, nem quantas unidades já foram vendidas, por questões estratégicas.

O que ele pode revelar, até o momento, é que o investimento inicial foi de R$ 100 mil. Para anunciar no site não há nenhuma cobrança, mas o Ficou Pequeno recebe 20% do valor da venda por prestar o serviço e para cobrir custos, como o de transação financeira e de manutenção do site.

Roupas e sapatos são os itens mais procurados, até porque, segundo o site, um bebê cresce em média 24 centímetros no primeiro ano. Fischer diz que o retorno dos clientes também tem sido muito bom. Em um índice de satisfação elaborado pela empresa, 99% das respostas dão a nota máxima. Em breve, o Ficou Pequeno também passará a publicar um ranking de avaliação dos usuários. E, se o produto não tiver a qualidade anunciada, o comprador pode pedir o cancelamento do pagamento e devolver o item, mas o empresário diz que até o momento isso não aconteceu.

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