Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Empresário cria parques radicais em São Paulo e coloca no bolso R$ 900 mil de salário por ano

Além de proporcionar aventura, espaços criados por empresário agregam hospedagem e também conveniência

Renato Jakitas, Estadão PME,

31 de outubro de 2012 | 11h50

 Não é apenas de roupas, sapatos e mochilas que sobrevive o mercado radical no Brasil. No interior de São Paulo, um empresário mostra que o turismo de aventura reserva oportunidades atraentes, e contabilidade no azul, o ano inteiro.

José Fernandes Franco é dono de dois parques de aventura na cidade de Socorro, divisa de São Paulo com Minas Gerais. Com os negócios, que lhe custaram um investimento de R$ 800 mil, ele embolsa pelo menos R$ 900 mil líquidos todos os anos.

Chamados de Campo dos Sonhos e Parque dos Sonhos, cada um dos locais fatura o equivalente a R$ 1,5 milhão por ano. Com respectivamente 400 mil e 600 mil metros quadrados, eles contam com atrações como tirolesas, descidas de corredeiras em botes e arvorismo. Além das atividade radicais disponíveis, cada local tem um hotel. São 76 quartos que operam com 90% da capacidade – lotação considerada acima da média.

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“Aqui não tem sazonalidade”, afirma o empresário, que está no ramo há 18 anos. “Principalmente na última década, sentimos um crescimento grande na procura”, afirma. Para manter a demanda, Franco aposta na atração de famílias em feriados e finais de semana. Em dias úteis, a estratégia é abrir espaço para grupos de escolas particulares e empresas. “Recebo cerca de 100 ônibus escolares por ano”, afirma. “E uma média de 40 grupos de companhias como Volkswagen, Ford, e Caixa Econômica”, destaca o empreendedor.

“Até os Bombeiros mandam seus funcionários para treinarem”, garante o empreendedor, que acaba de concluir negociações para adquirir um novo terreno na região, onde pretende erguer seu terceiro parque. “Nós estamos investindo muito em acessibilidade. Além da legislação, pessoas com deficiência costumam trazer, juntas, outras duas ou três como acompanhantes”, analisa Franco.

Para Jean-Claude Razel, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta), parques como o de José Fraco representam uma tendência que, nos últimos anos, aparece com força no Brasil. “São como os parques de diversão. Mas, em vez de propor uma montanha russa, vão propor uma tirolesa”, analisa.

Mas para ele é preciso atenção ao modelo do negócio, ainda em construção. “Esses espaços necessitam de um investimento relativamente grande e aqueles com mais sucesso são os que conseguiram agregar não somente as atividade de aventuras, mas também conveniências, hotelaria e ainda alimentação.”

Atualmente, o Brasil conta com três mil empresas dedicadas apenas ao turismo de aventura e ao ecoturismo, segundo dados da Abeta. “Nosso faturamento é de R$ 100 milhões por ano, mas temos muito o que avançar. Nos Estados Unidos, esse é um negócio que movimenta R$ 100 bilhões por ano”, revela Jean-Claude Razel.

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