JB Neto/Estadão
JB Neto/Estadão

Empresário abriu mais de 40 negócios antes de encontrar o sucesso no carnaval de São Paulo

Álvaro Aoas reergueu o Bar Brahma e ajudou a profissionalizar os bastidores e as festas no sambódromo da capital

ESTADÃO PME,

07 de fevereiro de 2013 | 06h29

Álvaro Aoas tem o que pode-se chamar de inquietação empreendedora. Aos 50 anos, o empresário já se aventurou mais de 40 vezes na experiência de começar um negócio nos mais variados ramos. Foi dono de pastelaria, sorveteria, casa de forró e uma série de empreendimentos. Hoje o empresário é sócio da Fábrica de Bares, um conglomerado que controla a operação de vários estabelecimentos em São Paulo, entre eles o tradicional Bar Brahma, no centro da cidade; é  responsável pela estrutura do maior camarote no sambódromo do Anhembi e também um dos sócios da SantArena - empresa especializada na organização de eventos country e rodeios em todo o Brasil.

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"Sempre fui muito inquieto. Na adolescência, junto com outros amigos, já organizava bloco de carnaval que atraia muita gente na praia. A gente não pensava que poderia ganhar dinheiro. Queria mesmo é se divertir. Hoje ainda é assim. A vida melhorou, mas não abro mão da diversão", conta.

A afinidade e familiaridade com o empreendedorismo vem de casa. Filho, neto e bisneto de comerciantes, Aoas aprendeu desde cedo a se virar. Em meio a tantas tentativas no universo dos negócios fundou, na década de 90, o Café São Paulo. O lugar, localizado então no bairro Santa Cecília, ficou famoso. "Consegui levar nomes como Jamelão ao bar. Isso atraiu muita gente", conta. O estabelecimento ficou conhecido por músicos e Aoas como pequeno empresário bem sucedido.

Tudo estava bem até o empresário ser procurado por um senhor. Com tom profético e cheio de certezas o homem lançou o desafio para Aoas reerguer o Bar Brahma e 'salvar' o centro de São Paulo. Na época, o estabelecimento já estava fechado e o e o prédio, na esquina das avenidas São João e Ipiranga, seria alugado para uma igreja evangélica.

"Sempre tive uma ligação muito forte com o Centro de São Paulo. Muitos dos meus negócios foram lá. Esse senhor que me procurou era um antigo frequentador do bar que se esforçou e pesquisou sozinho quem na cidade poderia salvar o lugar. Não consegui tirar aquilo da cabeça", relembra.

O empresário seguiu sua intuição e abriu mão do Café São Paulo. Usando a sua experiência de negociante, reabriu o Bar Brahma, em 2001, com a determinação de recuperar o ponto e todo o seu entorno. "Não foi fácil. A reabertura do Bar Brahma ganhou muita visibilidade, mas demorou alguns anos até o bar dar retorno", explica.

Atento ao entorno, Álvaro percebeu o manancial de oportunidades de negócios que o Bar Brahma poderia gerar.  Nesse período decidiu investir, mesmo sem garantia de retorno, em negócios paralelos. Foi assim que entrou no ramo de organizar camarotes e, depois, na organização de eventos em rodeios. "Foi um pouco inconsequente fazer camarote Do carnaval de São Paulo porque ele não era naquela época o que ele é hoje. A gente foi crescendo junto", conta.

Atualmente, Alvaro colhe os frutos de ter feito do Bar Brahma do Centro um ponto turístico da cidade de São Paulo, e tornou-se a primeira iniciativa privada de revitalização da área central da cidade. Além de todos os outros bares que tem, Alvaro tornou o Bar Brahma uma marca ainda mais reconhecida, conseguiu expandir franquias do bar e quiosques em praças de alimentação e feiras do Brasil.

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