Dani Junco/B2Mommy/Divulgação
Dani Junco/B2Mommy/Divulgação

Empresária lança plataforma de economia compartilhada para mães

Perspectiva do negócio, que já reúne 300 empresárias, é incentivar ambiente empreendedor entre mulheres que se dividem entre rotina de casa e empresa

Bianca Bion, Especial para O Estado

12 de maio de 2017 | 12h03

Unir e ajudar mães a empreender. Esse é o objetivo da plataforma online da aceleradora B2Mamy, que já reúne 300 empresárias. No espaço virtual, elas podem trocar experiências e  comercializar produtos. Quem mais participa do grupo, chamado B2Mamy NET, acumula pontos e pode ganhar cursos ou serviços de marketing. Em três meses, em caráter de teste, a rede movimentou R$ 40 mil em negócios. Até o fim do ano, a empresa espera faturar R$ 24,9 mil em assinaturas de adesão à plataforma.

A maior parte das participantes são mães que não encontraram lugar no mercado de trabalho depois de dar à luz e decidiram empreender. Segundo dados da consultoria Robert Half, menos da metade das funcionárias retornam à vida profissional depois da licença-maternidade. A B2Mamy nasceu com o objetivo de acelerar negócios criados por essas mulheres.  

Um exemplo dessa realidade é a atriz e empreendedora Carolina Monnerat. Ela largou os palcos depois do nascimento de sua segunda filha, Teodora. "Os horários não batiam com a maternidade que eu queria exercer. Me tornei doula, abri uma empresa de sling, mas me sentia perdida, não sabia o que estava fazendo", comenta. Hoje, ela recebe mentoria da B2Mamy e participa da plataforma online. Está desenvolvendo um aplicativo que visa aproximar famílias e profissionais humanizados para ampliar o vínculo entre mãe e bebê, chamado Enlace."É um grande acolhimento para quem está completamente perdida. Quem entra na plataforma vira uma B2Mana. Já comprei e vendi muitos produtos por meio da plataforma", diz.

A B2Mamy nasceu em junho do ano passado. Além da plataforma, realiza eventos para selecionar empresas para aceleração. Os candidatos passam por uma trilha offline com três etapas, chamadas B2Mamy Start, o B2Mamy HandsOn e o B2Mamy Pulse. Na última fase, as empresárias passam por experiência de três meses de impulso. Quem atingir as metas segue com mentoria e acompanhamento por mais nove meses. Nessa frente, a B2Mamy quer faturar R$ 50 mil até o fim do ano. Atualmente, 20 mulheres estão passando pela fase do Pulse. No total, 185 já fizeram a trilha.

Entre os planos para o futuro, está expandir a plataforma online. "Também queremos introduzir investidores na rede, para poder negociar em grande quantidade e ter mais poder de barganha", explica uma das fundadoras do projeto, Dani Junco, que seguiu trajetória semelhante a de várias empreendedoras que acompanha pela empresa. "Quando engravidei, tudo ficou de cabeça para baixo. Com a maternidade, é preciso trabalhar em algo que faça sentido", explica Dani. 

As participantes da plataforma têm entre 28 e 45 anos. Os setores mais fortes na rede são: alimentos, moda, fotografia e saúde. Não é preciso ser mãe ou ter experiência no mundo dos negócios para participar. Cerca de 20% das integrantes não têm filho. A entrada no mundo do empreendedorismo foi motivado por uma oportunidade. Atualmente, 45% das mulheres são empreendedoras por oportunidade, enquanto 67% são homens, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2015. 

A médica Ruth Rocha Franco já empreendia antes de conhecer a B2Mamy. Agora, quer criar a  segunda clínica, dessa vez voltada para o atendimento pediátrico, chamada Doutor Criança. "Sempre gostei de empreender. Eu sou mãe, tenho uma filha de 19 anos, vida pessoal e várias dificuldades. Quando me uno com outras pessoas na mesma condição, é mais fácil encontrar soluções mais rápido. Foi isso que me atraiu bastante quando conheci o B2mamy para fazer as parcerias", relata.

A plataforma B2Mamy NET pode ser acessada pelo site https://www.b2mamy.com.br. Qualquer mulher pode se inscrever, mas a preferência é das mães. O próximo evento B2Mamy Star acontece no dia 25 de maio, em Santos. Ainda este ano, edições da trilha offline também serão realizadas em Salvador e no Rio de Janeiro.

Tudo o que sabemos sobre:
SalvadorNETRio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.