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Empresa lança site para aluguel de vestido de grife e pretende faturar R$ 800 mil ainda este ano

Dupla oferece peças de alta costura por até 20% do valor da peça e planeja faturar R$ 800 mil até o final do ano

Renato Jakitas, Estadão PME,

21 de maio de 2013 | 07h15

Um vestido de R$ 4 mil é, para muitas mulheres, algo para ser admirado apenas nas páginas de revistas femininas ou no corpo das celebridades. Mas duas empresárias paulistanas querem mudar essa história.

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Elas investiram R$ 300 mil em um site especializado em alugar peças de grife, cobrando em média R$ 400 (entre 15% e 20% do valor da roupa). A dupla foi até estilistas famosos, como Reinaldo Lourenço e Carlos Miele, e negociou preços reduzidos para comprar 240 vestidos. 

O negócio está em operação há três meses e, até o final de dezembro, o plano é faturar R$ 800 mil, além de captar entre R$ 700 mil e R$ 1,2 milhão de investidores.

Batizado como Dress & Go, o e-commerce é inspirado na Rent The Runway, startup norte-americana que em três anos levantou US$ 30 milhões (cerca de R$ 60,9 milhões) de fundos de capital de risco. 

“Uma noite, eu procurava um vestido para meus pais trazerem de Londres e coloquei no Google Karen Millen, que é um estilista que eu gosto bastante. Apareceu uma oferta por 65 libras. Achei estranho o valor e percebi que não era para comprar, mas para alugar. Foi quando a gente descobriu que existia esse negócio”, conta Barbara Diniz. “Depois, fomos almoçar com uma amiga e ela nos disse, ‘Então vocês querem fazer como a Rent The Runway, de Nova York’. Depois disso, a gente começou a pesquisar mais a fundo esse mercado e montamos um plano de negócios”, lembra a sócia Mariana Penazzo.

Antes de aplicarem, cada uma das empresárias, R$ 150 mil para o início da operação, elas prepararam uma pesquisa para avaliar a aceitação do modelo. “A gente procurou as ‘patricinhas’ de São Paulo e mandamos um questionário para medir a adesão, sem explicar muito a ideia. Esperávamos que viessem uns 5%, 10% de aceitação. Mas descobrimos que 45% delas estariam dispostas a alugar”, lembra Mariana.

Na tentativa de driblar uma possível resistência ao modelo, as empresárias estruturam, além do site, um ateliê na região do Itaim Bibi, área nobre de São Paulo. Agora, a dupla de empreendedoras busca parcerias com marcas internacionais para engrossar o portfólio. 

E é justamente o mix de opções o que Daniela Khauaja, coordenadora acadêmica da área de marketing da ESPM, define como o ponto crítico do negócio montado pelas duas empresárias. “As pessoas vão entrar no site e ver que tal vestido está lá para alugar. E se o portfólio é pequeno, como é hoje, a roupa pode ficar marcada. Ninguém quer, numa festa, que esteja escrito na testa que a roupa é alugada”, alerta a professora.

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