Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Empresa lança portais voltados a imóveis corporativos em meio a pesadelo do setor

Empresa de pesquisa no setor aposta em plataformas para necessidades específicas em um momento marcado por fraca atividade econômica

Daniel Lisboa, Especial para o Estado de S.Paulo

08 de março de 2017 | 05h03

No começo da década, construtoras e imobiliárias não tinham dúvidas: o sucesso estava nos imóveis corporativos. Hoje, com a crise, falar em investir nesse segmento é quase tabu.

Com uma quantidade recorde de imóveis novos e sofisticados desocupados, uma empresa de São Paulo resolveu lançar um portal para aluguel e venda no setor, chamados WebEscritórios e a WebIndustrial.  O primeiro foca em espaços corporativos, de espaço de coworking ao edifício inteiro. Já o segundo atende o segmento de galpões logísticos e condomínios industriais.

 "Vários clientes perguntavam porque não usávamos nossa expertise para oferecer esse tipo de serviço, mas até então não pensávamos em investir nisso", diz Henrique Lima, diretor dos portais desenvolvidos pela Buildings, especializada em pesquisa e levantamento de dados para o mercado imobiliário corporativo. 

A empresa menciona o momento de queda no volume de negócios do mercado imobiliário. No último trimestre do ano passado, a taxa de metros quadrados desocupados no setor, chamada de taxa de vacância,  ficou em quase 18% na cidade de São Paulo para o chamado mercado corporate, voltado para empresas que buscam por grandes espaços. No caso do mercado office, de escritórios menores e salas de escritórios, a taxa chegou a 21,42%. Para se ter uma ideia, entre 2009 e 2010, essa taxa chegou a ficar próxima a 0% na capital paulista. 

O ideal para o mercado, segundo Henrique Lima, é que essas taxas flutuem em torno de 10%.  Ele acredita, porém, que a retomada da economia, e a possibilidade de atender as especificidades do segmento, justificam o lançamento dos portais. 

 "Já existem ótimos portais de locação e venda de imóveis. Só que, neles, os imóveis corporativos ficam misturados com os residenciais. Isso não ajuda, porque empresas têm necessidades muito específicas", explica Henrique. "A empresa que precisa de um galpão, por exemplo, quer saber de coisas como: o piso aguenta quantos quilos? Qual a capacidade total do galpão? Tem pátio de manobra?." 

 

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