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Empresa ganha dinheiro com barbeador de roupa e pequena geladeira que funciona com USB

Sócios montam loja virtual especializada em produtos inusitados e já faturam R$ 12 mil por mês

Renato Jakitas, Estadão PME,

24 de maio de 2012 | 17h01

Como ser diferente fazendo a mesma coisa que todo mundo? Essa era a dúvida que atormentava Alexandre Unzer e o casal  Hosannah e Luciana Santos. Os três tinham a certeza que queriam montar um negócio juntos – espécie de “Plano B” com potencial de se tornar “Plano A” em um futuro não muito distante. E sabiam que o canal para isso passava pela internet, mais precisamente ainda, pela venda de alguma coisa pela plataforma virtual. A solução, quem diria, eles achariam na rua 25 de Março, famoso ponto de comércio popular que funciona no centro de São Paulo.

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Foi assim que nasceu a Neogift, loja virtual especializada em nada, ou melhor, especializada em quase tudo, desde que com uma apresentação ou uma funcionalidade inusitada. E por inusitado deve se levar em conta um barbeador de roupas (aquelas máquinas portáteis que tiram as bolas de pelo que se acumulam em alguns tecidos), um relógio movido a água ou uma minigeladeira para mesa de trabalho com conexão USB, por exemplo.

“A gente fez questão de deixar o site sem categorização. Não existe lá um canal para produtos eletrônicos, um para utensílios domésticos, nada disso. É para ficar igual às lojas da 25 de Março, onde se encontra de tudo em todo lugar”, diz  o sócio Hosannah.

O trio investiu R$ 30 mil para começar o negócio, que é operado de dentro de um cômodo na casa de Hosannah e Luciana. Sete meses depois, faturam o equivalente a R$ 12 mil por mês, com 20% de margem de lucro e um volume de 70 a 100 vendas por dia, requisitadas de todo o Brasil. Tudo isso sem colocar um centavo na aquisição de estoque ou em logística de distribuição.

“Eu já tinha montado algumas empresas antes, fora da internet e dentro da internet. E essa nossa ideia, até agora, é a mais promissora delas”, afirma Hosannah, que é engenheiro elétrico e mestre em engenharia de softwares. Ele conta que o segredo do negócio foi, pela ordem, conseguir   fechar acordos com fornecedores chineses de confiança e desenvolver “robôs” que fazem todo o trabalho pesado da empresa, como monitoramento das entregas e checagem dos estoques desses parceiros do outro lado do mundo.

“Tenho uma amiga chinesa que hoje em dia mora nos Estados Unidos. Ela me colocou em contato com esses fabricantes na China”, afirma o empresário, que posicionou a empresa como uma intermediadora de vendas, não uma importadora. “O cliente escolhe o produto em destaque no meu site e compra diretamente do estoque dos chineses. São eles, inclusive, que fazem as entregas pelo correio. A diferença é que dou nota e respondo legalmente pela qualidade do produto. É como um camelô legalizado”, afirma.

O ritmo de novidades na loja virtual é a mola motriz do empreendimento. De acordo com Hosannah, esse é de longe o menor dos problemas. “É como uma pescaria. Meus fornecedores chineses me dão um aquário com 150 mil opções e eu tenho de revirar esse aquário para encontrar uma oferta para o site”, declara. Ele diz que passa todo domingo quatro horas envolvido nessa pescaria, de onde tira por semana de 10 a 20 produtos. “Dá um trabalho danado, mas está valendo a pena”, conclui.

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