Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Empresa fatura R$ 25 milhões com a produção de maquetes

Demanda caiu em 2010, como consequência da crise econômica, mas desde então o setor recuperou o fôlego

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

01 de novembro de 2013 | 13h02

Construir maquetes profissionais é um bom negócio no Brasil. Segundo empresas que atuam no segmento, as oportunidades crescem há pelo menos oito anos, devido, principalmente, ao aumento do número de lançamentos de empreendimentos residenciais no País.

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A Adhemir Fogassa Maquetes, por exemplo, afirma ter entre 90% e 95% dos seus projetos no mercado interno. “Nosso foco é o País, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro”, diz Fabio Fogassa, dirigente da empresa fundada por seu pai há mais de 40 anos. “Nessas regiões, o comprador de imóvel é mais exigente quanto à qualidade da maquete.” A réplica, explica o empreendedor, desempenha papel essencial como ferramenta de vendas.

“Estamos nos estruturando cada vez mais, incluindo aquisição de maquinário (responsável por 30% do produto) para atender o mercado.” Fogassa acredita também que os bons ventos atuais, inclusive, não devem soprar para outros lados nos próximos anos.

O time de 200 maquetistas da empresa é responsável pela construção de 60 réplicas por mês. “Em outubro, que foi um mês de estouro de trabalho, pois o mercado está muito aquecido, estamos entregando 92.”

A empresa, do Jardim Bonfiglioli, em São Paulo, afirma ter faturado R$ 25 milhões em 2012 e espera crescer 20% neste ano. Bem menor em relação ao concorrente, a Maimoni Maquetes, também da capital, tem quatro funcionários e faz de duas a três maquetes por mês. “Nosso forte não são os imóveis. Atendemos também indústrias, loteamentos”, afirma Alan Maimoni, que herdou a empresa fundada pelo pai há 49 anos. “Acho que a tendência (do mercado) não é regredir, é crescer; mas não com toda essa ânsia, essa velocidade que o pessoal está anunciando.”

História. Edson Francisco Dias teve empresa de injeção de plásticos, foi motorista e trabalhou em um negócio de maquetes – esta última ocupação, aliás, lhe inspirou a iniciar a Castelinho Maquetes. A empresa faz apenas uma réplica por mês, mas o empreendedor criou um curso, já visto por 700 alunos, para ensinar a profissão. A partir de novembro, Dias vai começar a dar aulas presenciais; até agora eram apenas por meio de DVD e acompanhamento por e-mail. O valor do curso, informa o empresário, é de R$ 549, o que ajudou o faturamento a se aproximar dos R$ 500 mil.

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