Paulo Liebert/AE
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Empresa deve faturar R$ 50 milhões fabricando botões e etiquetas para grandes grifes

Tecnoblu, de Blumenau, vendeu 25% da empresa para gestora de fundos e prevê R$ 40 milhões em investimentos nos próximos quatro anos

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

23 de setembro de 2012 | 12h29

A história da Tecnoblu começou diante da oportunidade de atender o mercado carente de etiquetas básicas de jeans, em 1994. Hoje, 18 anos depois, a empresa de Blumenau espera fechar o ano com um faturamento de R$ 50 milhões e uma produção de 150 milhões de peças. Os planos não param por aí. A entrada recente de um fundo de investimentos resulta na expectativa de um faturamento de R$ 180 milhões em 2016.

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O contato do fundador da empresa, Cristiano Buerger, com as etiquetas começou logo na faculdade, quando foi trabalhar em uma empresa do segmento. Ele, inclusive, mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de atuar na área de vendas da companhia.

A vontade de retornar ao Sul, porém, levou o empreendedor a trabalhar como representante de marcas na região. "Notei que existia uma demanda, mas as fábricas não conseguiam entregar o produto. Vi uma oportunidade em um mercado que não estava sendo abastecido", diz.

O início foi de crescimento rápido, mas o segundo ano foi trágico. Do total de vendas, a empresa só recebeu 76%. "Tive um índice de inadimplência de 24% no ano e passei de 1995 a 1998 viajando pelo Brasil como representante da Tecnoblu para pagar as dívidas. Nesse período, a companhia ficou estagnada", recorda Buerger.

A mudança ocorreu em 1999, quando o empresário visitou uma feira do setor na Europa e conheceu as tendências do mercado internacional. No ano seguinte, a Tecnoblu trouxe essas referências para o cenário brasileiro e lançou o primeiro livro de tendências de etiquetas e tags - aquelas etiquetas que ficam penduradas na roupa por uma cordinha. A empresa começou com o lançamento de dois catálogos com 60 produtos. Neste ano, serão 16 livros com 1,5 mil produtos lançados - desde a linha premium até o fast fashion.

Entre as tags diferenciadas, Buerger cita a lixa, a que vira a própria sacola da peça e até mesmo a tag moleskine para uso como caderno de viagem. Atualmente, a empresa atende 800 clientes no Brasil e 40 no exterior, incluindo marcas como Hering, Colcci, Forum, Le Lis Blanc, Animale, Lacoste e Kenzo.

"O consumidor final valoriza cada vez mais a embalagem, o que consta no produto. E o maior desafio é levar uma identidade para o cliente", afirma Buerger. Segundo ele, é difícil diferenciar um jeans só pelo tecido. Mas o nível da etiqueta, do botão e da tag cria uma identidade para o produto.

Negociação. A história empreendedora e de crescimento rápido da empresa chamaram a atenção da gestora de fundos de investimentos CRP Companhia de Participações, que comprou 25% da Tecnoblu. O planejamento inclui R$ 40 milhões em investimentos nos próximos quatro anos. O valor será usado para o desenvolvimento de novos produtos, para a sofisticação da estrutura comercial, pesquisa e potenciais aquisições.

A Tecnoblu faz parte do fundo CRP Empreendedor, com foco em pequenos e médios negócios com perspectiva de crescimento rápido, rentabilidade e grau de inovação. "A Tecnoblu se encaixa nessa filosofia", afirma o diretor-executivo da CRP, Dalton Schmitt.

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