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Empresa de tapioca mira mercado internacional e projeta crescimento superior a 30% em 2017

Objetivo é fazer o produto ser cada vez mais apreciado no exterior

Paulo Palma Beraldo, Especial para O Estado

30 de outubro de 2016 | 10h29

A Casa Maní, fábrica de tapiocas de Tarabai, a 570 km de São Paulo, exporta há um ano seus produtos para oito países. Se a fronteira física foi rompida, a cultural ainda não, diz o diretor da empresa Antonio Fadel. Com foco nas comunidades brasileiras em países como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Austrália e Canadá, o desafio agora é "ensinar" os estrangeiros a consumirem a tapioca, adaptando o produto aos hábitos alimentares dos estrangeiros.

A empresa participa de feiras no exterior para promover a tapioca e suas variadas formas de consumo, entre as quais o petit gateau de tapioca, a crepioca e o bolo de tapioca. Na visão de Fadel, a tapioca trilha o caminho de produtos como água de coco e açaí, que demoraram a ser conhecidos no exterior e agora fazem sucesso. A favor dela estão ainda a tendência de eliminar o glúten e de manter hábitos saudáveis de alimentação.

No mercado de mandioca há 40 anos, Antonio Fadel encomendou uma pesquisa de mercado para entender melhor o consumo de tapiocas. Detectou que muitos estavam migrando do pão para a tapioca e que, no exterior, as colônias brasileiras procuravam massa de tapioca com tempo de prateleira maior do que as que estavam disponíveis.

Fadel explica que, quando trata-se de exportação, apenas 70% do tempo de prateleira é considerado, já que o o restante é "gasto" em burocracia e transporte. "Então, esse produto chegava lá com uma validade muito curta", diz. De olho na oportunidade, a fábrica de 40 funcionários injetou um investimento de R$ 10 milhões e passou a produzir tapiocas em embalagens a vácuo com 12 meses de prateleira. 

O maior interesse da empresa fora do Brasil é o mercado norte-americano. Há negociação com uma rede de 400 lojas que deve ser fechada no próximo ano. "Com isso, vamos crescer bastante lá nos próximos meses", projeta Fadel. O consumidor dos Estados Unidos, explica, preza a praticidade. "Ele quer consumir com o menor trabalho possível", diz, lembrando que esse mercado consome 40% do que é exportado.

Com capacidade de produzir 50 mil quilos de tapioca por dia, a previsão de faturamento da Casa Maní é de R$ 22 milhões em 2016. O mercado externo será responsável por algo em torno de 12% desse percentual, conta Antonio. Para o próximo ano, a meta é passar dos R$ 30 milhões, com a abertura de novos mercados. Além da Coreia do Sul, países da América Latina estão no radar.

 

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