Werther Santana/AE
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Empresa de revelação de foto deve faturar R$ 10 milhões em 2012

Sem conhecer o mercado ou ter em uma máquina digital, dupla investiu R$ 500 mil para fundar a empresa em 2003

Renato Jakitas, Estadão PME,

11 de junho de 2012 | 10h20

André Biscegli e Eduardo Carvalho sequer tinham uma máquina digital quando, em 2003, investiram R$ 500 mil para fundar a Revelaweb, empresa de revelação de fotos pela internet.

Mesmo assim, o negócio prosperou e, em 2012, os dois estimam faturar R$ 10 milhões com a ideia, o dobro do registrado no ano passado e seis vezes mais que o movimento de 2010.

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“Nos últimos dois anos, nosso negócio decolou”, diz Biscegli, seguido por um aceno positivo de cabeça pelo sócio Carvalho, ambos em sua primeira empreitada como empreendedores.

A explicação para o desempenho acedente, dizem, não está apenas na aposta no segmento em um momento em que poucos se arriscariam. Nem só na estratégia adotada com previsão de retorno para longo prazo. “Foi um pouco de cada”, avaliam. E com direito a ingredientes extras.

“A gente sempre quis ter um negócio próprio. Desde pequeno, quando entrava em uma padaria, eu já analisava quantos funcionários ela tinha, valor dos produtos e montava um plano de negócios na cabeça”, afirma Carvalho.

“Poderia ter sido em qualquer área. Mas, por sermos jovens e na época sem muita experiência, acho que o grande acerto foi escolher um mercado novo, que passava por transformação. Como ninguém sabia direito o que aconteceria, entramos nele em igualdade”, avalia.

A inspiração para a empresa veio nove anos atrás, quando eles se conheceram apresentados pelo pai de Biscegli, com quem Carvalho trabalhava como estagiário.

Na época, o negócio de revelação pela internet ainda não existia no Brasil. Mas já era um mercado que consolidava-se nos Estados Unidos, capitaneado principalmente pelo trabalho de duas empresas, a Snapfishs e a Shutterfly. Esta última, é líder por lá e tem valor de mercado avaliado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,05 bi).

“Já era fato na época que a migração para a foto digital seria inevitável. Nosso grande desafio era definir o posicionamento”, explica Biscegli.

Na época, os empresários trabalhavam com dois cenários: montar uma loja física ou apostar no ainda incipiente e-commerce.

“Com a loja, ficaríamos restritos aos clientes do entorno. Com o e-commerce, atacaríamos o Brasil. Mesmo sabendo que o caminho seria longo, ficamos com a opção da internet. Hoje em dia, uma boa loja revela 1,5 mil fotos por dia. Nós revelamos de 60 a 70 mil em dias comuns e até 110 mil no período de férias”, conta Carvalho.

Smartphone. Como todo o consumo de uma forma geral, o negócio de revelação no Brasil é impulsionado principalmente pelo crescimento do consumidor da classe C, para quem as máquinas digitais compactas são um dos três objetos de desejo mais cobiçados em datas especiais do comércio, como Natal e Dia das Mães, segundo pesquisa da feira Fotografar 2012.

Mas são os smartphones que mantém o otimismo do mercado para o futuro. De acordo com o mesmo estudo, em 2011, foram quase dez milhões de aparelhos comercializados, que engrossam a lista de 220 milhões de celulares em operação (21 milhões com acesso a internet).

Não à toa, está aí a próxima aposta da Revelaweb, que nos últimos anos investiu R$ 2,5 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo um aplicativo para envio de fotos para impressão diretamente dos celulares.

“Não temos dúvida de que veremos uma nova revolução nesse setor. Estamos nos preparando para ela”, diz Carvalho.

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