Cesar planeja o crescimento da Prathauto
Cesar planeja o crescimento da Prathauto

Empresa de restauração de veículos planeja crescimento apesar da alta do dólar atrapalhar

Dono da Prathauto vai dobrar espaço para restaurar mais veículos simultaneamente

Gisele Tamamar, Estadão PME,

01 de outubro de 2015 | 07h20

A primeira coisa que Cesar Vicente Dall’agnol comprou com os primeiros salários, aos 14 anos, foi um carro Itamaraty 1968, em sociedade com um amigo. A paixão pelos carros antigos sempre acompanhou o empresário, mas ele só foi empreender na área depois de trabalhar dez anos como barbeiro e manter uma concessionária por mais 15 anos. Hoje, ele é dono da Prathauto, empresa de restaurações que traça planos de crescimento e fatura, em média, R$ 50 mil por mês.

::: Saiba tudo sobre :::

Mercado de franquias

O futuro das startups

Grandes empresários

Minha história

Desde que começou a trabalhar na barbearia, Cesar fazia um negócio ou outro, comprava e vendia carros e paralelamente restaurava alguns veículos. "Chegou um ponto que eu vendi a empresa de automóveis e investi na empresa de restauração", conta o empresário, que abriu a empresa em 2005 e hoje tem 20 funcionários e 22 projetos em andamento.

Não falta trabalho na oficina, mas Cesar afirma que a alta do dólar tem afastado alguns clientes. "Ao importar as peças dos Estados Unidos temos o dóalr a R$ 4 mais as taxas. A peça que a gente compra por US$ 1 paga mais de R$ 8", explica.

Um dos maiores desafios do serviço é a dificuldade de encontrar as peças para a restauração dos carros. Como se trata de modelos que não são mais fabricados, a empresa precisa garimpar os objetos e mantém representantes em Miami e Nova York para ajudar nessa busca. Hoje, em média, a restauração de um carro demora entre um ano e um ano e meio.

O plano do empresário é dobrar o espaço físico (hoje com 1.700 metros quadrados)  para conseguir trabalhar com mais projetos. Isso porque alguns clientes pedem a finalização do serviço o mais rápido possível, sem problemas com o valor do pagamento. No entanto, outros determinam um valor mensal de acordo com o andamento do serviço. "Precio aumentar meu espaço físico para aumentar o faturamento", diz.

Carros marcantes. "A maioria desses veículos não é só lataria. Tem uma história. O bacana é trabalhar em um veículo que tem história, tenha relação com bons momentos", diz.

Um exemplo é um Chandler 1929. De acordo com Cesar, esse carro é de um cliente de Santa Catarina que colecionou carros a vida toda, mas nunca teve um veículo restaurado. "Agora ele deu os carros de presente para os filhos e um deles pediu para restaurar e vai dar de presente para o pai. Estou aguardando as peças do motor", contou.

Outro veículo desafiador foi um Mercury Montclair Coupe 1956. "É um veículo rico em detalhes e foi muito difícil conseguir as peças. A parte de funilaria demorou um ano, mas a localização das peças demorou quatro", lembra.

Já o mais desafiador no quesito "carro destruído" foi um Buick Skylarck 1953 conversível. A empresa precisou fabricar todo o piso. Desde a sua criação, a Prathauto, de Nova Prata, no Rio Grande do Sul, já restaurou 24 automóveis.

Tudo o que sabemos sobre:
carroestadão pme

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.