Ricardo Lima/Estadão
Ricardo Lima/Estadão

Empresa de conveniência virtual entrega pedido em menos de 60 minutos, 24h por dia

Negócio busca aporte de investidor para avançar para além de Campinas

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

25 de março de 2014 | 07h15

Comprar produtos pelo smartphone e recebê-los em casa em menos de 60 minutos, e a qualquer hora do dia, é a aposta de uma loja virtual localizada em Campinas (SP). Lançada há pouco menos de um ano, o negócio fatura de R$ 50 a R$ 60 mil por mês e se planeja para dobrar esse montante até janeiro de 2015.

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A Convenié, como foi batizada a empresa, iniciou sua atividade em abril de 2013 quando três colegas, mais três investidores-anjo, aplicaram R$ 450 mil na ideia. A startup é inspirada no RedMart, de Cingapura, um empório virtual que, recentemente, recebeu o aporte de US$ 5,4 milhões de investidores (cerca de R$ 12,68 milhões), incluindo  o dinheiro do brasileiro e cofundador do Facebook, Eduardo Saverin.

Basicamente, a empresa funciona como uma loja de conveniência, 24 horas por dia, só que virtual. A entrega dos produtos é feita em menos de uma hora pela própria empresa, que cobra pelo serviço uma taxa de R$ 4 a R$ 6, dependendo da distância.

Se bem que o quesito área de cobertura não chega a ser o ponto forte da Convenié. O atendimento e o centro de distribuição ficam no bairro do Taquaral e a abrangência do serviço atende nesse primeiro momento um raio de 13 quilômetros, com um público estimado de 400 mil compradores. Mas a proposta, explica o sócio Felipe Fontes, é ampliar essa operação o quanto antes com mais quatro unidades: outra em Campinas e mais três em cidades vizinhas, como Paulínia e Vinhedo.

"Tenho procurado investidores no Brasil e no exterior para essa expansão, além de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Estimamos um investimento de R$ 300 mil para cada novo centro de distribuição, que esperamos concluir até o final do ano", conta o empresário que, com o movimento, pretende impactar 1,5 milhão de possíveis clientes.

"Criamos um serviço de alta disponibilidade, como se fosse o armário do cliente", explica Fontes. "Já tivemos clientes que fizeram mais de 100 compras", conta ele, que não descarta a abertura de franquias para ganhar escala. " Já temos interessados em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e no Rio de Janeiro."

Mix. Com um portfólio composto por 1,2 mil produtos, entre bebidas, produtos de higiene pessoal e alimentos, o desembolso médio na conveniência é de R$ 40. Sessenta e cinco por cento das vendas são realizadas no período noturno e um dos pontos de destaque do e-commerce são os pratos prontos, como yakisoba e pizza assada - que podem ser aquecidos na própria loja.

O preço, conta Felipe Fontes, é equivalente aos preços praticados dentro de conveniências de posto de gasolina e supermercados da região. Mas para Luciana Burger, professora de Marketing Digital da ESPM, os desafios da empresa passam por tornar o negócio bom para cidades maiores, como São Paulo, onde há mais dificuldade em termos de logística.

“Eles estão vendendo tempo, e as pessoas buscam cada vez mais facilidades para comprar", diz. Para ela, é preciso avançar rapidamente em volume de entregas e desenvolver fórmulas capazes de ampliar o ticket médio, para fugir de compras pequenas e picadas, hábito que pode trazer problemas para a saúde da startup. "Tem que dimensionar muito bem essas questões e ter um alto giro."

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