Paulo Gomes/Grupo Cosney Island
Paulo Gomes/Grupo Cosney Island

Empresa de Bauru fatura com roda-gigante itinerante de 30 metros

A Roda-Gigante Brasil, que é importada da Itália, é alugada para animar de festas de aniversário infantis a grandes espetáculos musicais

Alessandro Lucchetti, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2017 | 05h21

Tudo começou com um parque de diversões chamado Shangri-lá, nos anos 40, em São Paulo. Hoje, o Grupo Coney Island é responsável pela Roda-Gigante Brasil, importada da Itália em 2014, ao custo de 260 mil euros (equivalentes a cerca de R$ 850 mil). O equipamento gera faturamento de R$ 140 mil literalmente rodando por eventos, campanhas publicitárias e até festas de aniversário pelo Brasil.

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A roda-gigante italiana tem 30 metros de altura, pesa 72 toneladas e é montada, com praticidade, em um caminhão que já a levou até para Manaus e Natal. Desde fevereiro de 2014, quando chegou ao Brasil, já foi montada e desmontada por 21 vezes. 

A cada 40 dias, em média, a Roda-Gigante Brasil é despachada para um local diferente. No mesmo ano em que atravessou o Oceano Atlântico, virou atração do festival de música Lolapalooza, despertando a atenção de futuros clientes.

O Grupo Coney Island é uma empreitada que já dura três gerações. O português José Francisco Augusto a criou em 1940, na capital paulista. Seu parque de diversões, o Shangri-lá, já era itinerante. Em pouco tempo, o lusitano percebeu que deveria aperfeiçoar a logística, mudando a sede da empresa para Bauru, situado num ponto mais central do estado, praticamente seu único mercado à época.

Augusto, que rapidamente se tornou conhecido como "Zé do Parque", recrutou o sobrinho Roberto Augusto em 57, que era taxista em São Paulo, como seu braço-direito.

Em 1964, Zé do Parque comprou a operação brasileira de um parque de Coney Island, que tinha chegado para explorar o mercado brasileiro na década de 40, mas interrompeu o negócio após o término da Segunda Guerra Mundial. Nessa época é que a empresa foi rebatizada com o nome que perdura até hoje.

A Roda Gigante Brasil tem capacidade para divertir simultaneamente 116 pessoas, seis em cada uma das 20 gôndolas fechadas. Uma delas é adaptada para transportar um cadeirante e um acompanhante. O equipamento é dotado de dois painéis de LED com oito metros quadrados cada um, tornando possível a exibição de vídeos e propaganda.

Uma outra gôndola é VIP. Trata-se de um espaço com assentos revestidos com couro ecológico, tapete, cortinas e mesa na qual são servidos espumante e castanhas. Ao custo de R$ 295, a empresa cede a gôndola VIP para até 20 voltas, com capacidade máxima para seis pessoas.

O Grupo Coney Island aluga outros brinquedos tradicionais de parques de diversões, como carrinhos de bate-bate, carrossel e chapéu mexicano. "Os brinquedos clássicos são clássicos, imortais. Nós alugamos essas atrações num nível de qualidade e apresentação mais elevado, e podem ser tematizadas", diz Rodger Augusto, neto de Zé do Parque e diretor do Coney Island.

A empresa aluga outras três rodas, estas menos gigantes: com 6m, 9m e 12m de altura. Rodger Augusto diz que é fundamental estar aberto a negociações para alugar seus equipamentos no atual contexto de crise. "Precisamos adequar orçamentos para poder explorar esse mercado.

Descobrimos que ele é muito amplo. Jamais imaginamos que poderíamos colocar a Roda-Gigante Brasil em espetáculos musicais, nos quais o foco é sempre voltado para os artistas. Trabalhamos tanto em eventos desse porte como em aniversários de crianças".

A operação da Roda Gigante Brasil é tocada por apenas 15 funcionários fixos, mais um contingente variável, contratado por empreitada. 

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