Rawlinson e os sócios criaram produto 100% nacional
Rawlinson e os sócios criaram produto 100% nacional

Empresa curitibana Beenoculus aposta na realidade aumentada por meio de óculos

Empresa foi uma das cinco vencedoras do 4º Prêmio Estadão PME

Bruno de Oliveira, especial para O Estado,

05 de agosto de 2015 | 07h01

A tecnologia como ferramenta que auxilia pessoas a obterem melhores resultados. Essa tem sido a principal motivação de startups que atuam com tecnologia no País. A paranaense Beenoculus, uma das cinco vencedoras do 4º Prêmio Estadão PME, também escolheu esse caminho e levou ao mercado um aparelho que pode até ajudar médicos a salvarem vidas.

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Rawlinson Peter Terrabuio, diretor de marketing da empresa, conta que a ideia de criar um dispositivo de realidade aumentada surgiu após os primeiros protótipos serem criados nos Estados Unidos. Entusiasmado com o número de aplicações que a tecnologia tinha, ele decidiu explorar as oportunidades que o mercado brasileiro poderia oferecer à tecnologia.

“Verificamos que o Beenoculus tem vasta aplicação nos setores da saúde e de entretenimento. Hoje se fala muito em realidade aumentada e acredito que o mercado estará pronto para sua adoção em pouco tempo, sem precisar recorrer aos produto importados. Já temos uma tecnologia nacional para muitas demandas”, explica o empreendedor, que deixou Curitiba para acompanhar a fabricação do produto de perto e prospectar clientes em São Paulo.

Ele explica que as aplicações do dispositivo nas empresas de saúde são as mais promissoras e que alguns hospitais já conversam com a startup para viabilizar sua homologação dentro de centros cirúrgicos, por exemplo. “Existem outras áreas onde o produto pode atuar, mas a da saúde promete bastante porque é um setor muito aberto à adoção de novas tecnologias”, analisa Rawlinson.

Outro segmento que está no foco do empreendimento é o educacional, no qual o Beenoculus pode ser usado como ferramenta que auxilia o ensino dentro das escolas. “Há alguns anos buscamos desenvolver nosso equipamento para ser usado dentro da sala de aula. Existe um problema referente a ‘usabilidade’ dentro das escolas. Tablets ou smartphones têm uso restrito em algumas aplicações”, disse o empreendedor.

O lançamento aconteceu na Consumer Electronics Show (CES) de 2015, famoso evento mundial de tecnologia – a empresa foi a única brasileira presente na edição deste ano. Ao todo, o projeto consumiu R$ 2,5 milhões dos cinco sócios.

Finalistas. A empresa curitibana superou a GetNinjas e a Amazing Tech, finalistas na categoria Tecnologia Criativa. A primeira, uma plataforma online que busca profissionais e os conecta aos clientes, já captou mais de R$ 7 milhões em investimentos. A Amazing Tech surgiu em 2014 e desenvolveu uma ferramenta que monitora rotatividade em leitos hospitalares. O maior case da empresa é a implantação da ferramenta no Rio Grande do Norte.

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