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Empresa cria sistema de publicidade interativa para fila de cafés e restaurantes

Consumidores podem tocar tela de touch screen e participar de ações enquanto aguardam para pagar a conta

Lucas Hirata, Especial para O Estado de S. Paulo,

08 de setembro de 2012 | 08h15

 Uma empresa de São Paulo conseguiu enxergar uma oportunidade de negócios em algo que, geralmente, desagrada muita gente: as filas de espera. Para distrair as pessoas enquanto elas aguardam para pagar suas contas, a agência P.O.S. Mídia desenvolveu um sistema de publicidade interativa que instala telas touch screen em cafés e restaurantes da cidade. Além de apresentar peças publicitárias, a proposta consiste em conectar o consumidor com os anunciantes através de enquetes e jogos rápidos.

A empresa oferece um portifólio de 38 páginas interativas, que se sucedem nas telas a cada 15 segundos. Quando alguém se interessa por um determinado produto ou marca, basta clicar na imagem e outro anúncio da mesma empresa é apresentado por mais 15 segundos. De acordo com um dos fundadores da agência, Márcio Minchillo, o horário de almoço e os intervalos de trabalho são momentos em que as pessoas se encontram descontraídas e abertas a novas informações. “É uma chance para levar uma mensagem. É nessa hora que você fala dos seus desejos e necessidades, procura soluções e presta mais atenção no que está em volta”, explica.

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As telas touch screen são instaladas próximas dos caixas de cada estabelecimento que, ao adotar o serviço, recebe um computador com acesso ao sistema para controlar 18 telas. Já a P.O.S. Mídia gerencia outras 20 que são comercializadas com os anunciantes e difundidas a todos os associados.

Para o anunciante, o valor mensal para expor sua marca em uma tela touch screen é de R$ 400 por estabelecimento. Atualmente, a P.O.S. conta com 200 pontos comerciais espalhados por São Paulo. Para Márcio Minchillo, o objetivo é expandir o negócio para 1000 pontos nos próximos anos. Cada local conta com pelo menos dois monitores, um interativo e outro no ambiente, totalizando 22 horas e 15 minutos de exibição mensal para cada um dos 18 anunciantes.

O estabelecimento, por sua vez, não precisa pagar nada pelo serviço e ainda tem o direito a comercializar as 18 telas que monitora. A condição, no entanto, é que ele tenha em média 500 transações em caixa por dia. Os pagamentos feitos na mesa não são contabilizados, pois não aumentam o potencial de visualização dos anúncios.

Além de imagens e fotos, as instituições que desejam divulgar seus produtos também podem usar o sistema para desenvolver pesquisas de mercado. Nesse caso, o anunciante apresenta uma pergunta e até cinco alternativas de respostas. Em seguida, a P.O.S. reúne os dados acumulados de toda a rede e entrega um relatório para a empresa. “Se vai lançar um produto e quer saber qual o sabor favorito do público, é só soltar uma pesquisa e já recebe os resultados. É muito rápido, porque é feito na internet”, afirma Márcio.

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