Felipe Araujo/AE
Felipe Araujo/AE

Empresa catarinense aposta no meio ambiente e já fatura R$ 7 milhões por ano com seu negócio

Fábrica produz malha ecológica a partir da mistura de algodão e filamento de Pet

Cris Olivette, O Estado de S. Paulo,

04 de junho de 2012 | 07h20

Bruno e Ana Paula Sedrez trabalhavam com desenvolvimento de novos produtos em uma confecção de Blumenau (SC), quando perceberam que o uso de material reciclável na área de confecção era uma tendência. Isso foi em 2004, mas o dono da empresa não comprou a ideia. “Em 2006, aproveitamos que era ano de Copa do Mundo, quando há grande demanda por camisetas e criamos a Fujiro Ecotêxtil”, conta Sedrez.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

O casal investiu R$ 50 mil e faturou R$ 402 mil no primeiro ano de atividade. No ano seguinte, o faturamento aumentou 81%. “De lá para cá temos crescido continuamente e encerramos 2011 faturando R$ 7 milhões.” Além de camisetas promocionais feitas com malha à base de PET e algodão, a Fujiro também fornece ecobag e moletons para clientes como a SOS Mata Atlântica, Cosan, Mobil e Bovespa, entre outras.

O casal catarinense Bruno e Ana Paula Sedrez criou a Fujiro Ecotêxtil, em 2006, com o objetivo de investir na confecção de malha sustentável, feita com filamentos de Pet. “Refinanciamos um carro e usamos o dinheiro de nossas rescisões trabalhistas. Começamos nosso negócio com R$ 50 mil”, lembra Sedrez.

O empresário conta que o nome Fujiro foi uma homenagem ao orientador de pós graduação de Ana Paula, que incentivou o casal a montar negócio próprio. Atualmente, a empresa tem 30 funcionários e está instalada num galpão de 1.800 m² às margens do Rio Itajaí.

Recentemente, a Fujiro inaugurou escritório em São Paulo, para atender representantes da marca. Segundo Sedrez, a tecelagem já reaproveitou quase cinco milhões de garrafas Pet em seis anos de atuação.

O empresário alerta quem deseja empreender, ressaltando a importância de elaborar um plano de negócio detalhado. Ele também recomenda que o crescimento seja conduzido de forma escalonada. “Nós apanhamos muito, porque crescemos rápido demais e sem planejamento.”

Segundo ele, no começo é fácil crescer rápido porque a estrutura é pequena. “Com o crescimento várias coisas são incorporadas e é preciso saber administrar.”

Sedrez avalia que a Fujiro pulou algumas etapas e agora está sendo reestruturada. “Em outubro de 2011, contratamos um consultor que está nos orientando sobre gestão, finanças e marketing.” Segundo ele, com esses três pilares a empresa está conseguindo resgatar valores que tinham se perdido.

Tudo o que sabemos sobre:
EconomiaEmpresa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.