Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Empresa aposta em produtos naturais e já fatura R$ 4,2 milhões

De olho na tendência da alimentação saudável, Camila Fortes fundou a Monana e se associou ao Mercado Apanã

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

26 de março de 2013 | 07h10

A dificuldade para encontrar produtos saudáveis e saborosos motivou a empresária Camila Brennand Fortes a estudar esse mercado. Seis meses depois, e com um plano de negócios em mãos, a empreendedora inaugurou uma fábrica de alimentos orgânicos. A Monama já faturou R$ 4,2 milhões no ano passado e pretende alcançar R$ 7,5 milhões em 2013.

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A ideia era começar a empresa com uma linha de sucos. Mas o relatório da consultoria contratada pela empresária mostrou que brigar com as grandes marcas do setor seria um caminho árduo e custoso. A saída foi apostar em granola e barras de cereais, inicialmente vendidas pela internet. “A estratégia é levar os produtos orgânicos para o maior número de pessoas. E a barra de cereal é um produto barato, fácil de levar e (o cliente) pode comer a qualquer hora”, explica.

O e-commerce idealizado pela empreendedora, entretanto, não deu os resultados esperados logo no início da operação, mas o faturamento foi alavancado pelas vendas em supermercados. Os empórios Santa Luzia e Santa Maria, em São Paulo, foram responsáveis pelos primeiros pedidos. “Hoje, a demanda do varejo representa 98% do nosso faturamento”, afirma Camila.

A preocupação da Monama é lançar produtos orgânicos com um diferencial: eles não têm lactose ou glúten. A empresa também não usa açúcar refinado nas receitas. Em 2012, o empreendimento lançou a semente de chia, óleo de coco, chocolate, creme de avelã (feito com cacau orgânico e açúcar mascavo orgânico) e pão de chia - com textura semelhante a um pão de queijo e vendido congelado para assar em casa. Para este ano, a previsão é lançar uva passa, mel, castanha de caju e uma linha de 'baby food' com papinha, suplementos e biscoitos.

Parceria. No fim do ano passado, Camila ganhou como sócia a empresária Bia Antony. No mesmo período, elas iniciaram a busca por novos negócios e encontraram o Mercado Apanã, que funciona em Perdizes, também na capital.

“Eu já era cliente e vendíamos Monama no mercado. Lá encontramos o maior mix de produtos naturais e orgânicos em um só lugar", relata Camila. Chamou a atenção da empreendedora o fato de o comércio operar com delivery. "Em São Paulo você não tem tempo de ficar rodando a cidade para comprar os produtos que precisa", defende a empresária.

Camila e Bia entraram no negócio como sócias e planejam expandir o mercado: a ideia é abrir 20 lojas em cinco anos. A segunda unidade será inaugurada em maio, na Rua Augusta. “No primeiro ano e meio queremos focar em São Paulo para entender como realmente o negócio funciona. São Paulo é uma cidade que se você muda de bairro já encontra diferentes costumes”, destaca Camila.

De acordo com a empresária, o Apanã vende produtos até 30% mais baratos que o varejo tradicional. “Orgânico não tem que ser para um público elitizado. Não é para onde a gente quer levar o orgânico. Queremos levar os produtos para o maior número possível de pessoas e só conseguimos isso com preços acessíveis”, completa Camila.

As próximas lojas deverão ser instaladas no Itaim e zona leste. “Abrir franquias está nos nossos planos, mas não agora, no começo. Queremos amadurecer muito (a empresa) e formular bem esse DNA para o negócio não se perder”, diz.

Custo. O coordenador do Centro de Estudo em Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Tales Andreasi, aponta a busca por produtos naturais como uma tendência cada vez maior. Mesmo assim, o especialista faz uma ressalva: o custo. "As pessoas até aceitam pagar um pouco mais caro, mas existe um limite. É preciso tomar um certo cuidado e focar em processos para não encarecer muito o produto”, opina.

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