Paulo Liebert/AE
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Empresa aposta em adesivos decorativos e já fatura mais de R$ 9 milhões por ano

I-Stick entra no mercado de franquias e prepara novos produtos para alcançar a meta de triplicar o faturamento

Ligia Aguilhar, Estadão PME,

29 de maio de 2012 | 06h50

O ano de 2012 está sendo de grandes mudanças para a empresária Elisa Santos Rosa e seus dois filhos, Joana e Fernando. A empresa criada por eles, a I-Stick, especializada em adesivos decorativos para paredes e aparelhos eletrônicos, acaba de entrar no mercado de franquias.

Em junho, a marca inaugura ainda uma loja conceito com 60 metros quadrados no shopping Pátio Higienópolis – até agora, a marca possui apenas quiosques – e uma linha com sete novos produtos para decoração da casa. Dessa forma, o empreendimento pretende alcançar uma meta ambiciosa: triplicar o faturamento, que chegou a R$ 9,5 milhões no ano passado.

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A ideia de montar o negócio no Brasil surgiu há cinco anos, quando, após uma temporada no exterior, Joana, que é publicitária e psicóloga, e Fernando, economista, viram que a tendência dos adesivos de parede despontava na França e também nos Estados Unidos.

Sem conhecimento técnico no assunto, eles recorreram a especialistas em vinil – a matériaprima utilizada para confecção dos adesivos – para aprender a fabricar o produto. O negócio foi criado em outubro de 2006 com um investimento de R$ 300 mil, mas a primeira loja só entrou em funcionamento em abril de 2007, no Shopping Morumbi. Além disso, foi lançada também uma loja virtual.

O sucesso foi imediato e não tardou para surgir concorrentes. “Com a Lei Cidade Limpa, muitas empresas de comunicação visual começaram a fabricar adesivos para não falir”, afirma Joana. A concorrência, no entanto, sempre esteve concentrada na internet. A I-Stick era uma das poucas marcas com lojas físicas. Pioneira e com vantagem competitiva, a empresa sentiu a necessidade inovar e expandir para se fortalecer no mercado.

Expansão

Uma das primeiras oportunidades de ampliar a atuação no mercado surgiu por acaso. “A Avon nos ligou interessada em colocar o produto no catálogo deles, porém, o preço dos nossos adesivos não era viável para o público-alvo da empresa”, explica a empreendedora. Cada adesivo custa entre R$ 60 e R$ 600. A solução foi criar uma segunda marca, a GUP, com itens mais baratos.

Dessa forma, a empresa conquistou também lojas multimarcas, como Etna e Tok Stock, e começou a exportar para a Europa e o Oriente Médio. Com a consolidação, os empreendedores decidiram atender a uma demanda antiga e aderir ao franchising.

O projeto feito pela consultoria Francap prevê a abertura de 75 franquias nos próximos cinco anos – serão 15 em 2012. O investimento inicial é de aproximadamente R$ 80 mil. O modelo da loja conceito será testado neste ano. Se der certo, passará a ser oferecido no mercado de franquias em 2013.

Para aumentar sua participação no mercado, a empresa aproveitou a expansão para ampliar seu portfólio e apostar em um novo posicionamento.

“Nosso objetivo é deixar de ser apenas uma empresa de adesivos e ser referência no ramo de design e personalização”. A mudança começará com o lançamento de uma linha que contempla sete novos produtos, que inclui papéis de parede, objetos decorativos em 3D e luminárias, entre outros.

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