The New York Times
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Empresa aplica algoritmo ao serviço de faxina e vira startup da moda no Vale do Silício

Empresa surgiu a partir de experiência vivida por programador que tentava criar aplicativo de celular, mas acabou limpando o cowork para pagar as contas

Estadão PME

09 de setembro de 2016 | 05h00

A startup Squiffy Clean, da famosa região do Vale do Silício, ganhou destaque no mercado dos Estados Unidos após oferecer um modelo de serviço que, por meio de análise de dados com o auxílio de um software, consegue criar um método de limpeza mais eficiente e com maior rentabilidade.

Dessa forma, a empresa pode enviar ao cliente o número necessário de funcionários e a quantidade exata de materiais para a limpeza do local, bem como o tempo de execução do trabalho. Além disso, a startup consegue oferecer salários mais atraentes do que a média praticada na Califórnia, estado onde atua a empresa.

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No entanto, criar esta empresa que está revolucionando o Vale do Silício não estava nos planos do empreendedor Simon Brooks. Ele, que é inglês e programador, planejou ir à meca da tecnologia para tentar tirar do papel uma ideia antiga de jogo para celular, chamada  Gadzookery.

Após conseguir uma vaga num dos mais conhecidos espaços de coworking do Vale, o Hacker Dojo, Brooks passou os meses tentando fundar o seu aplicativo. Sem sucesso, viu-se sem dinheiro para conseguir vivendo na região, até que resolveu aceitar um convite para realizar a faxina do Hacker Dojo.

"Aqui estava eu pensando em revolucionar o mundo com este jogo e alguém me pergunta se eu estava disponível para limpar vasos. Me senti ofendido", disse Brooks em entrevista à imprensa local, em fevereiro deste ano.

Foi aí que ele percebeu que poderia aplicar seus conhecimentos adquiridos na área de tecnologia para melhorar o serviço. Investigando um pouco mais sobre o mercado de limpeza nos Estado Unidos, Brooks descobriu que esta área movimentava US$ 51 bilhões anualmente no país. Foi o incentivo que faltava.

Sua experiência como faxineiro também agregou características sociais ao negócio. Casos de violência sexual no setor, principalmente contra imigrantes, levaram Brooks a desenhar o modelo de negócio de modo que o funcionário tenha mais segurança. "O funcionários chegam em grupos ao local de trabalho. Neste caso, segurança se traduz em números", contou Brooks.

Além disso, a Squiffy Clean também emprega pessoas em situação de rua na Califórnia, uma parcela da população que tem poucas oportunidade de trabalho legal nos Estados Unidos. A empresa oferece US$ 17 por hora aos usuários que se cadastram no sistema da empresa, além de treinamento.

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