Kevin Lamarque/Reuters
Kevin Lamarque/Reuters

Empreendedorismo vira assunto mundial

Órgãos internacionais despertaram para a importância das pequenas empresas e setor virou tema de conferência da ONU

Estadão PME,

16 de dezembro de 2011 | 07h00

 O alastramento da crise econômica obriga o mundo a pensar em alternativas para combatê-la. Neste cenário,  os países que estimulam o empreendedorismo podem encontrar nele uma saída para contornar problemas econômicos. De acordo com Juliano Seabra, diretor de educação, cultura e pesquisa da Endeavor, existe um esforço internacional em tornar o tema mais acessível e consequentemente mais benéfico à sociedade. “Os órgãos internacionais já identificaram que práticas empreendedoras são importantes. Hoje, o tema é discutido nos principais fóruns econômicos, pela OCDE e virou tema de conferências da ONU”.

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No Brasil, o empreendedorismo também se destaca.   De acordo com Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, o País deixou de empreender por necessidade e hoje está em um outro patamar: o de eficiência. “Atualmente as pessoas não empreendem para sobreviver, como já aconteceu no passado. Hoje elas têm outras expectativas e estão mais preparadas para esse tipo de prática”, diz.  E os dados da última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), publicada em 2010, endossam a superioridade do Brasil neste aspecto. Segundo o levantamento, o Brasil possui a taxa mais alta de empreendedorismo entre os países do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo).

“O governo, mais fortemente agora, está atento ao fomento do empreendedorismo no País.  Existem medidas que impulsionam, como a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que criou mecanismos como o Simples, onde a carga tributária para os pequenos empresários são mais baixas”, analisa Seabra.

Veja quais são os países, além do Brasil, que estão se destacando em práticas empreendedoras:

Chile - O País desenvolveu um programa que virou referência mundial de práticas empreendedoras. Trata-se do Start-Up Chile, uma iniciativa do governo chileno de atrair empreendedores de todos os lugares do mundo para desenvolver e expandir seus negócios e ainda criar uma cultura de negócios no País. O destaque do projeto fica por conta dos incentivos. A burocracia é minimizada, o que acaba facilitando a obtenção de vistos, financiamentos e outros tantos requisitos legais para atuar na região.

Inglaterra – O governo inglês incentiva o fomento de práticas empreendedoras no País por meio do Business Link, uma espécie de diretório de serviços que contemplam informações detalhadas que facilitam o desenvolvimento e surgimento de novos negócios no País. A centralização das informações em um site é, também, uma forma de orientar aqueles que gostariam de abrir um negócio, mas não têm experiência em trâmites empresariais.

Dinamarca – O País possui políticas governamentais focadas na criação de uma cultura empreendedora. Ainda na escola, os alunos são instigados a desenvolver a capacidade criativa em várias disciplinas. No ensino superior, os estudantes têm acesso a cursos voltados ao empreendedorismo. Ao adotar uma política estratégica para difundir essas práticas desde cedo entre sua população, a Dinamarca se firmou como uma referência mundial no tema.

Estados Unidos – O País tem uma série de programas de incentivo e fomento à práticas empreendedoras. Culturalmente, o empreendedorismo está incutido na sociedade. Desde muito cedo, as crianças recebem estímulo para desenvolver e executar ações simples - como organizar bazares -, que dão noções, ainda que informalmente, de negócios.  No governo de Barack Obama os estímulos para que os americanos empreendam virou prioridade. O presidente do País diminuiu a carga tributária de quem gera emprego e também  criou um eventos de alcance mundial sobre o assunto.

China – O País investe no empreendedorismo de alta tecnologia. O estímulo é feito por meio de congressos e de uma forte promoção do tema entre os habitantes mais jovens.  Para os chineses, investir na junção de empreendedorismo e conhecimentos científicos e tecnológicos são fundamentais para o desenvolvimento econômico da China.

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