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Empreendedorismo social é um caminho para quem pretende ajudar em questões sociais

É possível conciliar ganhos financeiros com projetos sociais

Estadão PME,

19 de setembro de 2013 | 12h00

Para quem pretende abrir um negócio mas ainda não escolheu uma área para atuar, conhecer e entender o campo do empreendedorismo social é válido. Essa é uma dica de Marcelo Nakagawa, professor do Centro de Empreendedorismo do Insper. Segundo ele, há empresas que estão preocupadas não apenas com ganhar dinheiro, mas contribuir para a construção de um mundo melhor.

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A canadense WeWi Telecommunications ilustra esse caso, a empresa desenvolveu um laptop voltado a países em desenvolvimento. O produto vem com placas de captação de energia solar. Segundo o site Springwise, o design robusto foi criado para sobreviver às condições de localidades rurais, pois é envolto em material reforçado para permitir o manuseio, e locais com acesso difícil à rede elétrica. O produto tem preço de US$ 350 e a empresa afirma que pretende baixar ainda mais o valor.

O professor Nakagawa participou nesse ano do AshokaU Exchange – uma reunião anual de empreendedores e educadores que acreditam no empreendedorismo social, na Califórnia – e trouxe experiências nesse caminho do empreendedorismo social .

"Conheci muita gente incrível, desde uma estudante de 21 anos que inventou um painel solar que também filtra água, já utilizado em países na África, até Marc Freedman, um dos mais reconhecidos empreendedores sociais dos Estados Unidos, que fundou a Encore.org, organização que ajuda a pessoa em sua segunda fase da vida (mais velha) a encontrar um trabalho que reúna significado pessoal, renda continuada e impacto social", conta.

Outro exemplo é o da Vivenda, empresa que criou o kit reforma para casas de pessoas de baixa renda. Os proprietários identificaram que para realizar reformas as pessoas enfrentam problemas de financiamento, mão de obra, compra de materiais e assistência técnica. Depois de analisar essa situação, os sócios chegaram em um modelo de negócios e formataram o negócio com investimento inicial de R$ 64 mil.

Eles criaram quatro kits para venda: banheiro, ventilação, antiumidade e revestimento, que custam de R$ 1,5 mil a R$ 4 mil. O kit inclui o pacote completo para a reforma, desde a elaboração do projeto da obra, financiamento em até 12 vezes, equipe de mão de obra e o processo de compra de material.

Quem também exemplifica o empreendedorismo social como um caminho promissor é o Mobilize Brasil, idealizado pelo empresário Ricky Ribeiro – realização da Associação Abaporu. O objetivo desse portal na internet, lançado em  2011, é melhorar a mobilidade urbana no País.

Ricky foi diagnosticado, em 2008, com uma doença degenerativa chamada esclerose lateral amiotrófica e, por isso, não consegue mais se movimentar ou falar. Ele, entretanto, ainda é o responsável principal pela estratégia de atuação do Mobilize Brasil, comunicando-se com a equipe que cuida do portal diariamente por meio de um leitor óptico que interpreta os movimentos da sua pupila. O leitor também permitiu ao empreendedor responder algumas perguntas sobre a iniciativa por e-mail. "Estamos fomentando o debate sobre mobilidade urbana, disseminando uma cultura cidadã participativa em prol da melhoria da qualidade de vida nas cidades e influenciando políticas públicas."

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