Desemprego motiva abertura de novos negócios
Desemprego motiva abertura de novos negócios

Empreendedorismo por necessidade tem maior alta dos últimos cinco anos

Pesquisa do Sebrae Nacional mostra desemprego como principal fator para abertura de negócios em 2015

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo,

22 de fevereiro de 2016 | 17h24

Quando a economia vai mal e o desemprego começa a atingir até mesmo a mão de obra qualificada, abrir o próprio negócio pode parecer a alternativa mais viável para permanecer no mercado de trabalho. O fenômeno, conhecido como empreendedorismo por necessidade, chegou em 2015 aos patamares mais altos dos últimos cinco anos no Brasil, conforme aponta a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2015, patrocinada pelo Sebrae Nacional.

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No ano passado, 46% das empresas novas, que já pagam salários e pro-labore, foram abertas a partir da necessidade do proprietário, índice superior aos 33% detectados no ano anterior. Dos negócios nascentes, aqueles que ainda não recolhem remuneração ou apresentam faturamento expressivo, 36% surgiram desta forma. Em 2014, 13% se encontravam nesta situação.

Por outro lado, o empreendedorismo por oportunidade, aquele que aparece de forma opcional, teve uma redução expressiva, chegando 56,5% das empresas abertas ao longo de 2015, inferior aos 70% registrados nos últimos três anos. Mesmo assim, ter o próprio negócio continua figurando entre os principais sonhos dos brasileiros, desejo relatado por 34% dos entrevistados em 2015, superior aos 31% registrados em 2014.

O presidente do Sebrae, Afif Domingos, aponta o emrpeendedorismo como saída para períodos de desemprego crescente, como acontece neste momento. “Precisamos facilitar a vida de quem empreende ou quer empreender. Quanto mais crédito e menos tempo o empresário perde com entraves burocráticos, mais ele pode se dedicar ao seu negócio, o que gera mais emprego e renda para os brasileiros”, pontua. 

Pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, no ano passado foram fechados 115 mil postos de trabalho com carteira assinada para os brasileiros com Ensino Superior incompleto ou concluído, tendência que deve seguir para este ano.


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