Philip Cheung/The Washington Post
Philip Cheung/The Washington Post

Empreendedores de minorias estavam recuperando suas comunidades; aí veio a pandemia

Meses de paralisação devem acelerar gentrificação em comunidades negras, asiáticas e latinas, avaliam especialistas; pequenos negócios de minorias tendem a ser operações com pouco capital e mais vulneráveis

Tracy Jan, The Washington Post

06 de agosto de 2020 | 06h01

Quando o bombeiro recém-aposentado abriu o South L.A. Cafe em novembro, ele era o mais recente de uma série de empreendedores negros que tentavam conter a expansão da gentrificação no sul de Los Angeles. Diante do desenvolvimento de condomínios, hotéis e restaurantes de luxo, pelos quais muitos moradores não podem pagar, Joe Ward-Wallace abriu um café e minimercado onde os vizinhos conseguem passar horas e comprar alimentos frescos. As vendas aumentaram 10% a cada mês, diz ele, parte de um renascimento dos cafés e de outros negócios de propriedade de negros naquela comunidade historicamente afro-americana.

“Era uma tática para a preservação cultural”, disse Ward-Wallace. “Estávamos num movimento ascendente para recuperar nossa comunidade logo antes da covid”. E, então, a pandemia do novo coronavírus paralisou a economia dos Estados Unidos e do mundo. Da noite para o dia, o movimento no South L.A. Cafe caiu 70%. Ward-Wallace deu folga a nove de seus dez funcionários.

A recessão ameaça devastar os distritos comerciais negros e outros enclaves étnicos que alimentam a vibração, as economias e as identidades das cidades americanas. Em muitos casos, esses bairros foram resultado de gerações de preconceito, como a segregação racial e discriminação no oferecimento de serviços. Agora, os empreendedores negros estão sendo expulsos.

Em Los Angeles, empresários, líderes comunitários e economistas preveem que meses de paralisações irão acelerar a gentrificação que invadiu as comunidades negras, asiáticas e latinas no sul de Los Angeles (anteriormente conhecido como South Central), Chinatown e Boyle Heights desde a Grande Recessão.

Com a retomada do surto do novo coronavírus na Califórnia, não se espera que muitas pequenas empresas venham a sobreviver a uma recessão que atingiu os setores de restaurantes, varejo e serviços nos quais se concentram muitos dos empresários negros. Trabalhadores negros, latinos e asiáticos, super-representados nos setores de lazer e serviços, correm mais risco de perder o emprego por causa da pandemia, que também infectou e matou desproporcionalmente mais americanos negros e hispânicos.

Placas de “desculpe, estamos fechados” cobrem as portas dos salões de beleza do sul de Los Angeles, onde algumas empresas lançaram campanhas de financiamento coletivo para pagar o aluguel. Restaurantes de Chinatown estão sobrevivendo com pedidos de entrega e contratos para levar comida a idosos que moram na região. As calçadas de algumas partes de Boyle Heights ficaram vazias com a ausência dos vendedores ambulantes que vendiam tacos e tamales.

As pequenas empresas pertencentes a minorias tendem a ser operações com pouco capital, vendas de baixo valor e um colchão financeiro bem pequeno, dizem os economistas – o que facilitou que investidores externos comprassem suas propriedades a taxas baixas após a crise. Durante a última recessão, as famílias negras e hispânicas perderam uma porcentagem maior de sua riqueza do que as famílias brancas.

A recessão da covid-19 está afetando desproporcionalmente esses negócios de minorias, deixando suas comunidades mais vulneráveis às pressões da gentrificação do que já estavam antes”, disse Paul Ong, economista da UCLA e planejador urbano cuja pesquisa se concentra nos enclaves de minorias e imigrantes. “A expectativa é que as minorias fiquem para trás na recuperação, colocando-as numa posição mais fraca para manter seus negócios. Isso deixará essas áreas muito mais atraentes para investidores externos em termos de lucros, porque os preços estarão mais baixos”.

Assistência do governo a comunidades de minorias

Empresas localizadas em comunidades de minorias tiveram menos probabilidade de receber assistência do governo sob os US$ 660 bilhões do Programa de Proteção aos Salários (PPP, na sigla em inglês), de acordo com uma análise do Washington Post sobre dados divulgados recentemente pela Administração de Pequenos Negócios (SBA, na sigla em inglês). Em todo o país, cerca de 3/4 dos empréstimos do PPP de mais de US $ 150.000 foram para empresas localizadas em setores censitários onde a maioria dos residentes é branca.

Os empréstimos, que são perdoados se amplamente utilizados para manter as folhas de pagamento em níveis anteriores à crise, foram projetados para sustentar as pequenas empresas durante os fechamentos provocados pelo coronavírus. Mas o relatório de um inspetor-geral da SBA revelou que a agência não seguiu as diretrizes do Congresso para priorizar empresas pertencentes a minorias e outros tomadores de empréstimos sem acesso a crédito.

A análise de Ong sobre os empréstimos do PPP mostrou que as empresas dos bairros étnicos de Leimert Park, Chinatown e Boyle Heights receberam desproporcionalmente menos apoio federal do que as empresas de três bairros com mais brancos.

Muitos nem sequer se inscreveram no programa por causa de barreiras linguísticas ou outras, disse Ong, diretor do Centro de Conhecimento de Bairro da UCLA. As empresas pertencentes a minorias têm menos chance de estabelecer relacionamentos com os grandes bancos, os quais permitem que elas se beneficiem com mais facilidade da assistência do governo ou de outras opções de crédito seguras. “Elas nunca estiveram numa posição muito boa”, diz ele, “e agora parecem estar ficando ainda mais para trás por não conseguirem apoio para enfrentar a tempestade”.

O primeiro sinal de problema chegou a Chinatown, no centro de Los Angeles, ainda em fevereiro, sete semanas antes de o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, emitir uma ordem estadual de quarentena para combater o coronavírus.

Em vez das habituais hordas de turistas que descem ao bairro para o desfile anual do Ano Novo Lunar, Nicole Young notou muito espaço nas ruas e calçadas ao redor do Dynasty Center, onde ela tem uma pequena loja chamada Q Stuff, especializada em miçangas personalizadas. Perto dali, a praça, adornada de lanternas vermelhas penduradas entre prédios em estilo pagode, continuava meio vazia.

O medo e as associações racistas de um vírus que teve seu primeiro epicentro em Wuhan, na China, afastaram as pessoas dos restaurantes chineses e de outras empresas de propriedade asiática – assim como em outras Chinatowns de todo o país, em meio a uma onda de sentimentos anti-asiáticos.

“Dava para sentir que as pessoas realmente não queriam fazer compras e comer em Chinatown”, disse Young, que começou a usar máscara em janeiro, mas a removeu quando viu que os clientes estavam desconfortáveis. “Não queria que as pessoas pensassem que eu estava doente”.

Em meados de março, a feira que abrigava sua loja e dezenas de outras barracas que vendiam roupas, malas e bugigangas tradicionais chinesas foi fechada, em obediência às ordens do governo. Quatro meses depois, as lojas ainda não reabriram. Young, que tinha planos para expandir os negócios antes da pandemia, agora teme que nunca mais possa reabrir. “Por que vou ficar aqui pagando aluguel se não tem movimento?”.

Em vez disso, ela está aprimorando suas habilidades na fotografia e na escrita de língua inglesa para criar um site e passar sua loja para o mundo online. Ela teme que algo se perca com o comércio eletrônico – sua capacidade de explicar a cultura chinesa aos turistas. E com isso, algo ainda maior.

“Vejo lojas da Starbucks e de outras franquias americanas chegando perto de Chinatown”, disse Young. “Talvez o coronavírus faça Chinatown desaparecer mais rápido. Todas as lojas vão ficar com a cara dos shoppings do resto do país”.

Young disse que começou a solicitar um empréstimo PPP em maio. Mas, depois que os empresários vizinhos disseram que era uma perda de tempo, porque eles não recebiam dinheiro, ela nem se preocupou em concluir a solicitação.

Para outras empresas, já é tarde demais. Pelo menos cinco restaurantes de Chinatown fecharam de vez, apesar de o Congresso ter aprovado no final de março a Lei de Auxílio ao Coronavírus, no valor de US$ 2,2 trilhões, disse Peter Ng, diretor executivo do Centro de Serviços de Chinatown de Los Angeles.

Para ajudar alguns a sobreviver, a organização sem fins lucrativos de Ng contratou restaurantes para preparar e entregar refeições a 1.300 residentes de moradias que já não tinham acesso seguro a supermercados e cozinhas comunitárias.

O programa de refeições para idosos ajudou Yening “Lupe” Liang, proprietário do Hop Woo BBQ & Seafood Restaurant, a não afundar. Liang, que trabalhou em Tijuana antes de abrir seu restaurante de estilo cantonês e influência mexicana em Chinatown no ano de 1993, perdeu mais da metade de seu movimento diário por causa da pandemia e teve de reduzir sua equipe de duas dúzias para apenas um punhado de parentes. Sua esposa fica no balcão na frente do estabelecimento. As duas filhas recebem pedidos por telefone, empacotam a comida e coletam o dinheiro. Ele é o chef e prepara 300 almoços embalados por semana, com arroz, berinjela e tofu para idosos, por US$ 6 cada.

O proprietário de seu imóvel concedeu um adiamento de aluguel, mas Liang disse que os pagamentos adiados serão cobrados de maneira integral em 2021. Por enquanto, disse ele, o Hop Woo consegue sobreviver com os pedidos de entrega e um empréstimo de PPP no valor de US$ 52.000. “Caso contrário, teríamos de fechar para sempre”, disse Liang, cuja culinária foi exibida na TV local em chinês e espanhol.

Ele não está otimista em relação ao futuro de Chinatown, mesmo que os clientes possam voltar comer dentro dos restaurantes. “As pessoas já perderam muito. Em Chinatown, muitos restaurantes e lojas vão fechar para sempre. Não têm escolha”.

A menos de cinco quilômetros de distância, do outro lado do rio Los Angeles, na comunidade latina de Boyle Heights, Nico Avina continua assombrado com o que aconteceu com seus negócios e seu bairro depois da recessão de 2008. Artista, Avina é dono do Espacio 1839, uma livraria, galeria e espaço comunitário. É a segunda encarnação de um conceito que sua esposa, Myra Vasquez, lançou em 2004, antes de a economia entrar em colapso e a loja fechar em 2009. Não foi a única vítima.

Empresas locais desapareceram por toda a cidade. Grandes galerias se espalharam ao longo do rio a partir do distrito das artes, e os empreendedores tentaram mudar o nome de Boyle Heights para “BoHe” e “East Bank L.A.” Um agente imobiliário promoveu um passeio de bicicleta pela comunidade da classe trabalhadora de Avina em 2014, distribuindo folhetos que diziam: “Por que pagar aluguel no centro da cidade quando você pode morar em Boyle Heights?”.

“Os artigos na imprensa citavam proprietários de galerias que diziam que isso não era nada antes de chegarem aqui, desprezando completamente a comunidade e o fato de que esta era a capital chicana do mundo”, disse Avina.

A comunidade organizou protestos intensos contra a gentrificação, e pelo menos seis galerias fecharam ou saíram de Boyle Heights nos últimos anos. Mas há previsão para a construção de mais condomínios de luxo. O Warner Music Group mudou sua sede de Burbank para uma antiga fábrica da Ford do outro lado do rio em 2019. O Spotify também mudou sua sede regional para o Distrito das Artes. Avina e outros ativistas preveem que uma série de lojas de luxo se mudará para Boyle Heights, para atender aos mais novos moradores.

“Dá para imaginar o que vai acontecer desta vez, especialmente porque o Distrito das Artes está totalmente desenvolvido agora”, disse Avina. “Isso mudará completamente o caráter da comunidade. Será artificial – que nem substituir os sabores naturais do açúcar de cana por xarope de milho. Pode ser doce, mas no fim, vai te matar”.

Em 2012, Avina e Vasquez deram nova vida a seu conceito para um espaço criativo comunitário com a abertura do Espacio 1839, alugando uma loja da Mariachi Plaza, onde os músicos ensaiavam e Avina vendia camisetas. Por acaso, o proprietário também era dono do prédio onde Avina crescera e o reconheceu por causa da barraca de comida mexicana de seus pais imigrantes: era “o filho do taco”. Ele se ofereceu para alugar o espaço para a Avina, em vez de colocá-lo no mercado.

Avina, Vasquez e seus dois filhos moram a poucos quarteirões da loja. Até fecharem o Espacio 1839, em meados de março, o lugar hospedava uma estação de rádio de internet e podcasts comunitários, vendia as camisetas que a Avina desenhava, realizava saraus de poesia e leituras de livros, exibia o trabalho de artistas locais e oferecia oficinas gratuitas de escrita, fotografia e gravura. Uma das paredes da loja tem uma Virgen de Guadalupe de um metro e meio de altura, olhando para um aviso de despejo, uma pintura que Avina intitulou “Lupita foi despejada”.

Agora, a família está sobrevivendo com economias e um site recém-criado onde vende camisetas e máscaras caseiras. Vasquez tem um negócio paralelo que vende gelatinas feitas em casa. De início, o casal planejara reabrir a loja durante os finais de semana de julho – ou apenas com hora marcada. Mas eles descartaram essa ideia depois que as infecções por coronavírus em Los Angeles voltaram a disparar.

“Estamos só tentando sobreviver. Dos quatro meses em que estivemos fechados, as pessoas nos ajudaram em dois”, disse Avina.

Yesika Salgado, poeta de Los Angeles que participou de leituras no espaço, doou o valor de um mês de aluguel. Um evento nacional para arrecadação de fundos para pequenas empresas, com músicos como a banda local Chicano Batman, cobriu o aluguel de mais um mês. Avina não acha que o Espacio 1839 possa sobreviver muito além dos seis meses de fechamento.

“Um dos nossos maiores medos é que isso acelere o processo de gentrificação”, disse ele. “Não é apenas uma ameaça. É uma possibilidade concreta. Quando olhamos para a história e para o que aconteceu em 2008, vemos que os tubarões estavam só esperando para ocupar os lugares vazios”.

Ele não quer decepcionar sua comunidade fechando as portas mais uma vez e dando a terceiros a oportunidade de tomar o lugar. Os recursos provenientes de empresas locais são reinvestidos no bairro – em pequenas mercearias e vendedores de alimentos, para que estes também possam alimentar suas famílias, disse ele.

Avina lamenta o que vai se perder com milhares de desempregados em sua comunidade e com os empreendedores locais impondo preços exorbitantes: o cheiro de canela e chocolate do champurrado pela manhã, os vendedores de jicama e abacaxi pela tarde, os tacos al pastor pela noite, enquanto norteñas e cumbias tocam pelas janelas abertas. Por quanto tempo, ele se pergunta, o som de violões e trompetes continuará flutuando sobre a Mariachi Plaza?

“Uma coisa imprevisível como esse coronavírus é um gancho de esquerda para a comunidade”, disse ele. “Na luta contra a gentrificação, temos que ocupar espaço. É o que estamos tentando fazer com o Espacio”.

É também o que os empresários negros estavam tentando fazer em Leimert Park, o centro cultural da comunidade afro-americana no sul de Los Angeles, na esperança de interromper uma queda de 25% na população negra desde a Grande Recessão.

Pelo menos cinco cafés de propriedade de negros abriram nos últimos anos. Eles recebiam moradores de baixa renda para conectar seus computadores e ficar o dia todo. Eles ofereciam cardápios veganos e realizavam debates políticos, aulas de culinária e palestras sobre gentrificação. Mas alguns líderes comunitários temem que as únicas empresas que sobreviverão à recessão do coronavírus sejam as onipresentes cadeias de fast-food.

Joe e Celia Ward-Wallace, proprietários do novo South L.A. Cafe, passaram décadas lutando pela justiça alimentar e pela igualdade econômica e racial em South Central antes de abrir seu próprio estabelecimento. No ano passado, no meio da construção, eles decidiram arrendar um segundo espaço vizinho, onde venderiam alimentos frescos e acessíveis.

Como o surto de coronavírus piorou na China em janeiro e fevereiro, apenas alguns meses após a abertura, o casal chegou a pensar em fechar seus negócios. Mas, em vez disso, continuaram abertos, vendendo caixas com provisões essenciais a US$ 35: feijão, arroz, macarrão, caldo de legumes, leite de amêndoa, frutas e legumes, papel higiênico e máscaras. Organizações sem fins lucrativos, empresas e indivíduos patrocinavam centenas de caixas por semana, as quais eram distribuídas a clientes com dificuldades financeiras.

Eles lançaram um aplicativo de pedidos online para retirada na calçada, expandindo o esquema de entrega de compras e refeições. E pediram à comunidade doações mensais de US$ 10; mais de 500 pessoas se inscreveram. As estrelas pop Ariana Grande e Beyoncé promoveram o South L.A. Cafe e outras empresas de propriedade dos negros durante os protestos nacionais contra a brutalidade policial e o racismo estrutural.

“As pessoas estão nos ajudando por causa da agitação civil que está acontecendo agora em torno da justiça racial”, disse Ward-Wallace. “Mas, diante do que está acontecendo com a covid-19, é assustador pensar que não sabemos o que isso vai significar para os negócios. Acho que a maioria das nossas empresas vai sofrer muito para reabrir porque estamos caindo num buraco cada vez mais fundo”.

Os Ward-Wallace dizem que investiram suas economias pessoais para manter os negócios funcionando e ainda devem milhares de dólares em aluguéis atrasados.

O movimento Black Lives Matter fez as pessoas reconhecerem que as empresas pertencentes a negros estão especialmente vulneráveis por causa da pandemia, disse Greg Dulan, proprietário do famoso Dulan’s on Crenshaw Soul Food Kitchen. Doadores anônimos pagaram para ele alimentar os trabalhadores da linha de frente do combate ao coronavírus por seis semanas. Empresas das quais ele nunca ouvira falar estão entrando em contato para discutir futuras oportunidades. Mas ele se pergunta quanto tempo durará essa onda de ajuda.

“Se quisermos ter uma forte comunidade empresarial afro-americana que ajude a promover os bairros afro-americanos, algumas dessas coisas terão que continuar no longo prazo”, disse Dulan. Dulan, cujo restaurante em estilo cafeteria foi aberto semanas após a revolta de Rodney King, em 1992, está planejando o futuro. Ele está no processo de compra de um imóvel adjacente e planeja transformá-lo em estacionamento e sede administrativa.

Formado na Howard University, Dulan disse que recebeu uma sugestão da Bem’s Chili Bowl, um estabelecimento de Washington, DC, que sobreviveu à gentrificação da U Street comprando a propriedade adjacente e abrindo a mais sofisticada Ben's Next Door, em 2008.

Dulan também quer controlar seus bens imobiliários – e seu destino – diante da gentrificação. Apesar de seus lucros terem diminuído por causa da recessão, ele fez o cálculo para comprar o imóvel agora, antes de o preço explodir.

“A única maneira de as empresas afro-americanas sobreviverem é sermos donos dos nossos negócios”, disse Dulan. “Estou determinado a oferecer comida com alma no distrito de Crenshaw pelo tempo que puder. Isto é a Los Angeles preta. É para quem trabalho todos os dias”.

/ TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

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